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Mais de 400 testes realizados no Dia Mundial do Rim

  • 14/03/2014

 O que os olhos não veem o coração não sente. Esse ditado popular pode ser facilmente usado quando falamos dos rins. Muitas vezes não nos damos conta de que assim como o corpo, o rim vai envelhecendo. 1 em 10 o rim também envelhece este foi o tema da campanha da Sociedade Brasileira de Nefrologia, para o Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira, 13 de março. Em muitas cidades ações foram realizadas para marcar a data. No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) , programações internas e externas alertaram para a prevenção e cuidados com a doença renal crônica. Mais de 400 atendimentos foram realizados na feira de saúde promovida na Praça Tamandaré.

Durante a manhã os pacientes renais crônicos e seus familiares receberam orientações da equipe, para cuidarem de sua saúde e de seu rim, já que esta também é uma doença com fatores hereditários. O nefrologista responsável pelo Serviço de Nefrologia do HSVP, Dr. Péricles Sarturi, ressaltou a importância desse trabalho em função da prevenção e do cuidado destas famílias. “Os familiares devem avaliar sua função renal frequentemente. Um dos exames realizados na ação, o de creatinina, ajuda na detecção, já que a creatinina é um marcador de função renal que dá um parâmetro em relação ao funcionamento do rim”, salientou.

Sobre a doença renal crônica (DCR), o nefrologista explica que a doença possui cinco estágios, que avaliam a sua função renal, podendo variar de 1 a 90%. “Se você fizer o diagnóstico precoce da doença, tem muitas formas de tratá-la a ponto de impedir sua evolução ou de estabilizá-la nas condições que estava precocemente”, pontua o especialista, informando que é preciso ter atenção às causas da doença renal. “Hipertensão, diabetes, obesidade, doença renal na família, tabagismo e a ingestão de remédios sem orientação médica são algumas predisposições que podem levar à doença renal crônica, por isso na presença de alguma é preciso procurar um nefrologista”.

O tratamento chamado de Terapia Renal Substitutiva pode ocorrer através da diálise e hemodiálise, ou por meio do transplante de rim, que segundo Sarturi é o mais indicado, pois permite maior qualidade de vida ao paciente.

Mas para evitar a necessidade dessa terapia, ele orienta que a prevenção é sempre o melhor remédio. “Cuidar da pressão arterial, controlar o açúcar no sangue, fazer atividades físicas, ter uma boa alimentação e controlar o peso, beber bastante água, não fumar e tomar medicação sem orientação médicas são sete fatores que podem contribuir e muito para o não desenvolvimento da doença renal. Realizamos na feira de saúde os dois testes principais, diabetes mellitus e pressão arterial, dois fatores que levam a DCR”, pontou o nefrologista.

Doly Lourdes Welp, 82, preocupada com a saúde de seus rins, visitou a feira e realizou os exames preventivos. “Acho muito importante essa ação. Eu cuido da minha alimentação, pratico exercícios, mas é preciso ver se está tudo bem, por isso hoje busquei a feira e as orientações”.

Avaliando o evento, Sarturi afirma que o objetivo de alertar a população sobre as doenças renais foi alcançado. “Foram realizados mais de 350 testes de glicemia e verificações de pressão arterial. Alertamos a população que a cada 10 pessoas, uma possui a doença renal, fazendo com que eles cuidam mais de seus rins”.