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A Doação de Órgãos é um gesto de empatia e solidariedade que devolve esperança de vida para as pessoas. Quem espera por um transplante convive com a angústia e a expectativa de que uma família diga sim para a doação. Hoje, no Rio Grande do Sul, a taxa de negativa familiar para a doação é superior a 40% e esse dado é reflexo da falta de informações, crenças, tabus ou mesmo da falta de comunicação do desejo do familiar em relação à doação.

 

Falar sobre doação ainda é difícil, pois envolve a perda de uma pessoa por uma família. Mas, ela precisa ser vista como uma chance de salvar outras tantas vidas, mudar destinos, de deixar um legado.

 

As equipes da Organização de Procura de Órgãos (OPO4-RS) e Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, trabalham incansavelmente na divulgação de informações e abordagem as famílias. A equipe que é multiprofissional está sempre disponível para esclarecer dúvidas e conversar sobre o assunto.

 

 

 

Decisão que muda destinos

A nova campanha permanente de Doação de Órgãos e Tecidos, desenvolvida pela Comunicação Social do HSVP, traz a flor dente de leão, como símbolo da renovação, já que, depois de florescer e secar, a planta distribui suas sementes ao vento, para que novas plantas surjam em outros lugares.

 

A atitude de deixar ir estas sementes simboliza o sim para a doação, quando, coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões podem ser retirados e um único doador pode salvar inúmeras vidas, que estão na fila de espera por um transplante.

 

Para quem recebe, a atitude muda destinos. Uma família pode ser formada, um jovem pode concluir seus estudos, uma mulher pode casar e tantas outras histórias surgem a partir do gesto, assim como semente lançada na terra que se multiplica.

 

O dente de leão foi escolhido por ser uma planta com grande presença na região e com isso, queremos que ao encontrar a planta, as pessoas lembrem da causa, ou mesmo, pensem em empatia, generosidade e solidariedade.

 

Com a frase “Não deixe cair por terra o que pode alçar novos voos. Sua decisão muda destinos”, a nova campanha quer disseminar e incentivar essa causa tão nobre.

 

Informações sobre Doação de Órgãos e Tecidos:

Disk Saúde 0800 61 1997

Central de Transplantes RS (51) 3319 3346

CIHDOTT / HSVP (54) 2103 4058

e-mail: cihdott@hsvp.com.br

Perguntas e Respostas

Não. É muito fácil e não exige nenhuma burocracia. Basta você conversar com os seus familiares e deixar bem claro a sua vontade de doar os órgãos. Não há necessidade de deixar nenhum documento assinado, pois os órgãos somente são doados com a autorização expressa dos familiares.
Nada. Ninguém irá retirá-los, pois os seus familiares não concordaram com a doação. Por este motivo, é muito importante que os seus familiares diretos estejam bem esclarecidos da sua vontade. Quando isto acontece, ela é sempre respeitada.
A morte encefálica, comumente conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como perda da consciência e da capacidade de respirar, o que significa que o indivíduo está morto. O coração permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser utilizados para transplante. O coma representa uma lesão cerebral grave, mas que pode ser reversível e, portanto, o paciente não é doador de órgãos. A morte encefálica também não deve ser confundida com o estado vegetativo persistente, em que o paciente tem uma lesão cerebral, permanece em coma por meses ou anos, mas mantém a capacidade de respirar. No entanto, se o indivíduo em coma ou em estado vegetativo persistente evoluir para um quadro de morte encefálica, que é irreversível, poderá se tornar um doador.
Não. Por meio de exame clínico é possível fazer o diagnóstico de cada um deles. Esse é um processo frequente e muito seguro no Brasil, que possui um dos protocolos de morte encefálica mais rígidos do mundo. No nosso país, a morte encefálica precisa ser confirmada por dois médicos especialistas e por exames específicos, o que torna o diagnóstico seguro.
Todo paciente que necessita de um transplante precisa obrigatoriamente estar inscrito em uma Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde distribuída pelos diferentes estados do Brasil. No registro são colocados os dados do candidato ao transplante e, a partir de então, ele aguarda por um órgão que seja compatível com as suas características. As filas são controladas pelas Centrais de Transplantes de tal forma que os critérios médicos e ordem de inscrição são totalmente respeitados. Portanto, a fila de espera por um órgão não funciona unicamente por ordem de inscrição. Primeiro, o órgão precisa ser compatível com o receptor. Depois é selecionado, daqueles compatíveis, quem tem maior tempo de espera na lista. Para isto, se conta com um programa de computador que faz a distribuição dos órgãos de forma muito bem determinada.
Não! Qualquer manifestação de vender ou comprar órgãos é crime. Nenhum transplante de órgãos é realizado no Brasil sem o conhecimento das Centrais de Transplantes das Secretarias de Estado da Saúde, portanto esta possibilidade não ocorre. Doação é um ato de livre e espontânea vontade e de amor ao próximo.
Não. O transplante é uma operação muito delicada e realizada somente em Centro Cirúrgico e em Hospitais Especializados. Os órgãos são distribuídos para estes hospitais pelas Centrais de Transplantes. Portanto, estas notícias são completamente infundadas e prestam total desserviço à população.
A falta de doadores falecidos faz com que se utilize a doação intervivos. Nesse caso, é possível doar um dos rins, que é o transplante intervivos mais comum. Em situações especiais pode-se doar parte do fígado ou do pulmão. Do doador falecido podem ser retirados para transplante: 2 córneas, 2 rins, 2 pulmões, fígado, coração, pâncreas, intestino, pele, ossos e tendões. Um único doador pode salvar muitas vidas.
Sim. Há casos em que as famílias querem doar, concordam com a doação, mas os órgãos não podem ser utilizados. Isso acontece se o doador for portador de doença infecto-contagiosa, tiver permanecido por tempo prolongado em choque ou tiver diagnóstico de câncer. Em situações raras, a distância entre o doador e o receptor pode comprometer a qualidade de preservação do órgão. Nestas situações, as famílias são comunicadas sobre o motivo da recusa dos órgãos e não devem ficar decepcionadas, pois a vontade do doador foi totalmente respeitada.
A retirada de órgãos é um procedimento cirúrgico muito delicado, que não causa a mutilação do corpo. São retirados apenas os órgãos para ser transplantados, como se fosse uma cirurgia de rotina, após a qual o corpo é liberado aos familiares para o sepultamento. Fonte das perguntas e respostas: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.