Bebê de 470 gramas recebe alta hospitalar
Um misto de alegria e emoção tomou conta dos corredores da Pediatria e CTI Pediátrico e Neonatal do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), nesta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014. Depois de cinco meses internada, a menor prematura extrema a sobreviver no HSVP, Júlia Rita Piva, recebeu alta hospitalar. Nascida no dia 04 de outubro de 2013, pesando 470 gramas, Júlia vai para casa bem de saúde e já com 1,800 kg.
Com as malas prontas, a mãe Flávia Piva contou emocionada que a festa para Júlia já estava pronta em sua casa, na cidade de Carazinho. Ela evidenciou a importância do trabalho da equipe médica, de enfermagem e demais profissionais que atuam na Pediatria e CTI Pediátrico e Neonatal do HSVP, para que a pequena pudesse receber alta com a saúde em dia. “É muito bom ir para casa e saber que somos uma história vitoriosa. Agora os cuidados são redobrados, mas vou seguir todas as orientações que a equipe me passou para que a Júlia possa seguir ganhando peso e crescendo com saúde. Estou muito feliz. Só tenho a agradecer e elogiar os profissionais que trabalharam no caso da Júlia e o HSVP por nos acolher tão bem”, ressaltou a mãe, que comentou ainda que toda equipe vai deixar saudades e que as visitas vão seguir, pois a bebê será acompanhada no Ambulatório dos Primeiros Passos do Prematuro. Já estão com a consulta marcada.
No momento da alta hospitalar, a médica pediatra Jaqueline Cabeda passou todas as orientações para os pais cuidarem de Júlia em casa. Entre as principais considerações, a importância de resguardar a bebê, evitando visitas, e intensificar os mamas para que ela continue ganhando peso. A respeito do que representa a alta de uma bebê tão pequena, a especialista disse que “a Júlia foi uma surpresa boa. Todos os profissionais envolvidos em seu cuidado se esforçaram muito. Nossa maior recompensa é vê-la bem, saber que ela não ficará com sequelas e está indo para casa. Estamos muito realizados”, ressalta Dra. Jaqueline, ao enaltecer a participação dos pais como fator indispensável para a boa recuperação da Júlia. “Eles entenderam tudo o que estava acontecendo com a filha. Sabiam das poucas chances de vida e sempre foram positivos, prestativos e companheiros da equipe”.