Magia do Carnaval alivia dor de crianças hospitalizadas
Serpentina e confetes no ar anunciavam a festa de Carnaval da Pediatria do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo. Com fantasias e máscaras coloridas, as crianças internadas puderam desfrutar da alegria e ludicidade do Carnaval, uma das festas mais populares da cultura brasileira. Organizada pelo Espaço Lúdico e de Atendimento às Crianças Hospitalizadas, projeto desenvolvido em parceria com a Universidade de Passo Fundo, a comemoração contou com música, desfile dos pequenos e a presença da Corte do Carnaval de Passo Fundo.
A coordenadora do Espaço Lúdico, Sussi Menine conta que ao longo da semana as crianças confeccionaram máscaras e fantasias. As atividades foram realizadas com o objetivo de mostrar a elas o significado do Carnaval. “Iniciamos o ano com uma grande festa cultural que é o Carnaval, que traz cor e alegria também para os pequeninos internados. Eles dançam, brincam e se divertem, que é o nosso objetivo”.
A alegria encontrada na festa de Carnaval, segundo a enfermeira responsável pela Pediatria do HSVP, Jovânia Bezzuti, dá forças para que as crianças enfrentem o tratamento e os momentos de dor. “Essas festas são muito importantes, porque ao longo da semana, na preparação da festa, elas se distraem, se alegram e se esquecem da dor e dos momentos de sofrimento”, destaca.
Para trazer sorrisos aos rostos dos pequenos, oito integrantes da Corte do Carnaval sambaram, desfilaram e brincaram na festa. A rainha do Carnaval 2014, Mariana Prates disse que ficou muito contente em poder participar da festa e mostrar um pouco do Carnaval para as crianças. “Não importa qual seja o lugar, a magia do Carnaval deve ser vivida. É gratificante ver o sorriso no rosto deles”. Também da corte, e pelo quarto ano com o título de Rei Momo, Marcos Mello, empolgou e divertiu a todos. Para ele, a magia do Carnaval alivia as tensões e dores vividas diariamente em um hospital.
Há três meses com a filha Laura no HSVP, Silmara de Lima, de Palmeira das Missões, entrou na festa junto com a pequena. “É um incentivo para as crianças, para elas ganharem força, esquecerem da dor. Elas brincam, interagem e voltam para o quarto com um sorriso no rosto”.