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Prevenção contra a dengue ganha apoio dos pequeno

  • 03/12/2013

Desde março de 2013, quando foi encontrado um foco de larvas do mosquito Aedes Aegypti, a cidade de Passo Fundo é considerada infestada. De lá para cá, 58 focos foram descobertos. Com a chegada das chuvas e calor, a dengue torna-se um problema ainda maior. Porém, a doença pode ser combatida com prevenção. Pensando nisso, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), através do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVEH) do HSVP, promoveu na sexta-feira, 29 de novembro, um dia voltado à prevenção na Escola de Educação Infantil São Vicente, orientando as crianças sobre os cuidados que devem ser tomados.

A enfermeira do NVEH, Daiane Trentin explica que Aedes Aegypti é um pernilongo escuro com listras brancas e tem por hábito picar durante o dia. Segundo ela, o mosquito somente se infecta com o vírus da dengue ao picar uma pessoa com a doença, passando a transmitir o vírus. “Não existe tratamento específico para a dengue. Diante da mínima suspeita é indicado não utilizar medicamento a base de ácido acetilsalicílico, deve-se beber bastante água e procurar um médico”, orienta.

Os principais sintomas da dengue são: febre durante cerca de sete dias com início abrupto, dor de cabeça frontal severa, dores nas articulações e músculos, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas no tórax e braços, indisposição, perda de apetite, náusea e vômitos. “A dengue é uma doença de notificação compulsória e um problema de saúde pública, por isso a conscientização das crianças é fundamental. Elas multiplicam as informações que recebem entre os pais e a comunidade”, ressalta a enfermeira.

Os cuidados de prevenção contra a dengue foram repassados às crianças através de diversas atividades, culminando com a visita do “Mosquito da dengue” e das enfermeiras do Núcleo de Vigilância. “É um trabalho gratificante. É como uma sementinha que você planta e muito rapidamente já percebe resultado. As crianças levam o que aprenderam e vivenciaram para casa, os pais nos contam que alguns alunos deram verdadeiras aulas de prevenção”, conta a diretora Geci Copetti.

Para acabar com a dengue, os pequenos tem na ponta da língua o que precisa ser feito. “Não devemos deixar acumular água nos pneus e nem nos potes das plantas” informa Gabriel Soares, cinco anos, aluno do Pré B. Betina Trevisan, quatro anos completa “tem que virar as garrafas para não deixar acumular água e reforçar os cuidados em casa para a família”. Além desses cuidados transmitidos aos alunos, Daiane lembra que é preciso manter as caixas dágua fechadas, não deixar água parada em objetos não utilizados e lavar os pratinhos das plantas com água e sabão.