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Prevenção diminui em mais de 50% os casos de úlceras por pressão no HSVP

  • 21/11/2013

 O dia 21 de novembro é lembrado no mundo como dia de Prevenção das Úlceras por Pressão, lesão de pele resultante da pressão por muito tempo do tecido, em pacientes acamados ou com restrição de movimentos, que acomete milhares de pessoas, sendo tratado como caso de saúde pública. No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, a aposta para o enfrentamento desta enfermidade é a prevenção. Com a implantação de medidas e protocolos a incidência das úlceras por pressão diminuíram em até 50%.

O enfermeiro Michael Amarante, Coordenador do Grupo de Pele do HSVP, explica que pacientes acamados ou que passaram por um trauma grave, que apresentam restrição de mobilidade, têm maior probabilidade de desenvolver úlceras por pressão. Ele ressalta ainda que a idade avançada é um fator de risco para o desenvolvimento das lesões, mas que todos estamos suscetíveis às úlceras. “Ocorrem na região onde existe saliência óssea. Não havendo mobilidade do paciente o tecido local fica sem oxigenação, nutrição, propiciando o desenvolvimento de lesões, tanto da pele como nos tecidos abaixo da pele. 80% das úlceras por pressão ocorrem na região sacral, mas também podem ocorrer nos calcanhares, glúteo, cabeça, cotovelos, entre outras regiões do corpo”, aponta Michael.

Nos Estados Unidos, as complicações de úlcera por pressão matam 600 mil pessoas por ano e no Brasil o número de casos novos de úlceras por pressão podem chegar à 38% para pacientes acamados. Diante deste fato, o enfermeiro ressalta que o risco de infecção aumenta em função da exposição dos tecidos quando há ruptura da pele, podendo causar dor, desconforto e maior tempo de internação para o paciente, além de que, o tratamento nesses casos se torna caro, tanto para a família como para a saúde pública. “A partir do processo de infecção é preciso tratar a lesão conforme suas características.
Atualmente existem cinco categorias de avaliação, o mais leve ainda não causou ruptura da pele, o mais grave o osso já é visível”, descreve.

O tratamento da ferida requer acompanhamento diário e o mais importante, fazer a mudança de posição do paciente a cada duas horas, para que o local da lesão seja oxigenado e nutrido adequadamente. “Por se tratar de uma preocupação em nível mundial e no Brasil, no dia 1º de abril criou-se uma Portaria de Segurança do Paciente, 529, no qual um dos protocolos é o de prevenção de úlcera por pressão para todas as instituições de saúde. No HSVP utilizamos uma escala específica para avaliar o risco do paciente, que é a Escala de Braden. A mesma contempla seis itens que me permitem classificar o grau de risco do paciente para desenvolver esse tipo de lesão, ela deve ser aplicada conforme a rotina do setor. A inspeção da pele deve ser feita diariamente pelo enfermeiro da unidade”, enfatiza Michael, ressaltando que a melhor forma de prevenção é a mudança de posição do paciente acamado, ou com restrição de movimentação, a cada duas horas.

Nos casos em que o paciente não está internado é importante que a família tenha os cuidados de prevenção. No mercado já existem colchões, almofadas, entre outros artigos específicos para prevenir úlceras por pressão. “98% dos casos de úlcera por pressão podem ser evitados através da prevenção”.