A Organização Mundial da Saúde propõe desde 2008, o Desafio Global para a Segurança do paciente, que busca evitar erros de medicação, infecção, queda de paciente, entre outros fatores. No Centro Cirúrgico esse desafio também é aplicado, persistindo a necessidade de se investir em melhoria da qualidade e garantia de segurança nas intervenções cirúrgicas. Na II Jornada de Esterilização, Controle de Infecção e Centro Cirúrgico realizada pelo Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, esse tema foi bastante debatido e contextualizado.
A enfermeira Cassiana Prates, coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Gerenciamento de Riscos do Hospital Ernesto Dornelles, de Porto Alegre, ministrou palestra sobre o tema e explicou que hoje existe uma legislação que prevê que todas as instituições de saúde tenham um programa de gerenciamento de riscos e o Check List que auxilia nos processos. “Os erros podem acontecer como por exemplo, administração errada de medicação, infecção, pacientes caírem da maca, mas é dever da organização instituir ações de prevenção e evitar que aconteçam. Checar se todos os materiais estão disponíveis, como sangue, instrumentos de cirurgia, aparelhos e assim permitir um procedimento mais seguro”.
A segurança do paciente deve ser discutida e permear em todos os setores do hospital, do Centro Cirúrgico aos setores administrativos. “Segurança precisa ser uma prioridade da instituição. O profissional deve ser estimulado a falar sobre os erros, possíveis riscos, para que possamos estudar, ver e evitar novamente a ocorrência de erros”, destacou Cassiana.
Uma assistência segura diminui o tempo de internação do paciente e ajuda na recuperação. “Investir na busca de melhoria da qualidade e garantia de segurança nas intervenções cirúrgicas, que resulte progressivamente em mais vidas salvas e mais incapacidades preveníveis é um dever dos profissionais e das instituições, preconizado pela Organização Mundial da Saúde”.