A qualidade dos processos e a segurança do paciente são assuntos bastante debatidos quando falamos da área de saúde. Procurando atualizar informações e trocar conhecimentos, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, realizou na sexta-feira, 25, a II Jornada de Esterilização, Controle de Infecção e Centro Cirúrgico do HSVP, evento que reuniu mais de 300 participantes de diversos municípios do estado e oeste catarinense.
A enfermeira gestora da Central de Material Esterilizado (CME/HSVP), Nara de Castro Fauth, presidente do evento, ressaltou aos profissionais que eles precisam se manter integrados na prestação do cuidado multidisciplinar. Além disso, devem selecionar evidências disponíveis para prestação efetiva de cuidado, com segurança e qualidade, ao cliente cirúrgico, utilizando a tecnologia para apoiar as boas práticas.
Enfatizando a importância do tema debatido, o presidente do HSVP, Décio Ramos de Lima desejou que todos conseguissem absorver maior conhecimento possível para aprimorar a assistência aos pacientes e evitar falhas no atendimento.
Com a jornada, Luiz Fabrício Scheis, titular da 6a Coordenadoria Regional de Saúde, vê a oportunidade de otimização de resultados e a grande troca de experiências. “Percebo que diversos municípios vieram para este evento, e isso é muito bom. Os profissionais, as instituições e a comunidade ganham com esta aquisição de conhecimento”, pontuou.
A programação científica da II Jornada de Esterilização, Controle de Infecção e Centro Cirúrgico contou com palestrantes renomados no mercado. O médico especialista em Vigilância Sanitária em Serviços de Saúde e da Anvisa, Dr. Luiz Carlos da Fonseca e Silva apresentou o tema RDC-15 (2012) - Requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para a saúde, e afirmou que “as atividades do CME são o primeiro ponto de prevenção no processo de transmissão de uma infecção. Ela tecnicamente consegue oferecer segurança nos insumos básicos de atendimento do paciente, provendo materiais esterilizados com qualidade, que permitam um ato cirúrgico melhor”. Ele enfatiza ainda que o CME é uma peça importantíssima dentro do hospital, que deve ter investimento permanentemente.
Sobre os cuidados com as infecções hospitalares o especialista em Vigilância Sanitária, comenta que ela acontece de forma multifatorial e para evitá-la é necessário investigar possíveis falhas e fazer um acompanhamento dos indicadores de qualidade. “Uma infecção advindo de um material mau esterilizado pode causar um grande prejuízo. O CME não foi feito para aparecer, pois quando aparece é sinal de que há algum problema”.