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Tratamento multiprofissional traz resultados positivos

  • 29/08/2013

O cuidado multiprofissional é cada vez mais utilizado para o tratamento de diversas doenças. Com a abordagem multiprofissional, a cirurgiã bucomaxilofacial que atua no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Alessandra Kuhn Dall Magro, apresentou o tema da mucosite durante o 1° Simpósio de Tratamento e Lesões Cutâneas, promovido pelo HSVP de 14 e 16 de agosto, em Passo Fundo. 

Segundo Dra. Alessandra, os últimos 10 anos têm sido marcados por sucessivos avanços no tratamento do câncer. Efeitos adversos provocados pela terapia antineoplásica, tais como náusea, vômito, diarréia, mielossupressão (diminuição das defesas) e mucosite têm sido investigados e inúmeros novos medicamentos têm sido utilizados no intuito de minimizar tais efeitos colaterais.

Tanto a quimioterapia como a radioterapia possuem como alvo as células neoplásicas, no entanto, tecidos sadios com alta taxa de regeneração celular são afetados, entre eles: boca, orofaringe, mucosas e glândulas salivares. Os principais efeitos colaterais que se manifestam na cavidade bucal decorrentes da quimioterapia são mucosite e infecções oportunistas (candidíase); enquanto que a radioterapia de cabeça e pescoço pode ocasionar mucosite, xerostomia (diminuição de saliva) , cárie de radiação, osteoradionecrose (infecção óssea) e necrose de tecidos moles.

Conforme a cirurgiã, esses efeitos indesejáveis e extremamente dolorosos diminuem a qualidade de vida destes pacientes, desmotivando-os ao ponto de provocar a suspensão ou até interrupção do tratamento oncológico. Essas manifestações influem direta ou indiretamente no prognóstico do tratamento antineoplásico, podendo se manifestar de forma aguda ou crônica. “Muitas intercorrências ocorrem pela falta de cuidados preventivos como por exemplo, uma boa adequação bucal dos pacientes, remoção de dentes sépticos (com necrose e cáries extensas) antes da radioterapia e quimioterapia, além do uso da laserterapia. O cuidado básico é a prevenção”, enfatiza.

Neste contexto, Dra. Alessandra reforça que o paciente oncológico necessita realizar a prevenção para que não sofra durante o tratamento. “Agindo de forma conjunta com médicos, enfermeiros, nutricionistas e outros profissionais, podemos dar qualidade de vida ao paciente que passa por este momento de fragilidade”.