Uma tarde para aprender a lavar as mãos
A tarde de quarta-feira (19 de dezembro) na Escola de Educação Infantil São Vicente foi reservada para os alunos aprenderem um hábito simples que pode evitar muitas doenças, lavar as mãos. A ação foi organizada pela equipe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo em virtude de que nos meses de verão, os casos de diarreia aguda aumentam com frequência. Sentados no pátio da escola, alunos de dois a seis anos de idade, foram incentivados a praticarem o hábito e aprenderam com o Grupo de Teatro Timbre de Galo a maneira correta de lavar as mãos.
“Levanta uma mão para abrir a tornerinha, levanta a outra mão pra passar o sabão”, entoava o refrão da música que os atores do Timbre de Galo ensinaram aos pequenos. “Eles não param um minuto! Brincam e correm o tempo todo, mas depois de tudo isso e antes de lanchar acompanhamos um por um até o banheiro para que lavem as mãos. Embora a gente incentive, eles ainda não criaram o hábito de lavar seguidamente as mãos. Se não acompanharmos, acaba que a maioria não lava”, enfatizou a professora do Maternal C, Juliana Gomes Antunes.
Foi pensando em como despertar a atenção das crianças para o hábito de lavar as mãos que o NVE buscou a atuação do Timbre de Galo. “Através da linguagem lúdica do teatro, eles prestem mais atenção e disseminam a ideia da lavagem de mãos em casa, com a família”, salientou a enfermeira do NVE, Daiane Trentin.
A enfermeira define que a higiene das mãos é um ato simples e ensinado desde a infância como uma ação de autocuidado, e em serviços de saúde agrega um valor amplo e relevante no que tange a prevenção e controle de infecção. São inúmeros os fatores de risco que concorrem para a ocorrência de casos de doença diarréica aguda, mas destacamos a deficiência na lavagem das mãos, ingestão de alimentos preparados sem higiene, e/ou mantidos sem refrigeração, entre outros. “É por isso que buscamos essa atividade visando prevenir a ocorrência das Doenças Diarréicas Agudas na Escola”.
João Artur Barbosa da Silva (5 anos), confessou que não é sempre que lava as suas mãos. “De vez em quando tenho preguiça, mas aprendi que se não lavarmos, as bactérias podem nos deixar doentes. Hoje, quando chegar em casa vou falar para minha mãe e meu pai que temos que lavá-las sempre”, contou. Já a Grasiele Lorenzi (5 anos) aprendeu direitinho a lição. “Tem que lavar em cima da mão, no meio dos dedos, nos pulsos e esfregar bem uma palma na outra. Não podemos esquecer de usar o sabonete e o álcool gel”.