Durante dois meses o Espaço Lúdico e de Atendimento Pedagógico as Crianças Hospitalizadas, projeto desenvolvido pelo Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e Universidade de Passo Fundo (UPF), recebeu a parceria de três acadêmicas do curso de Pedagogia da UPF Carazinho. Uma vez por semana o grupo proporcionou aos pacientes da Pediatria a oportunidade de participar de atividades diferenciadas. Muitas histórias foram contadas, teatros encenados e brincadeiras realizadas. Ações que fizeram o dia-a-dia das crianças no hospital, mais alegres e descontraídos.
Para a estagiária do Espaço Lúdico, Elisabete Karina Moraes, as carazinhenses proporcionaram um suporte muito importante para o projeto. “Elas sempre vieram muito animadas e com brincadeiras novas. Por serem diferentes das ações que promovemos aqui, as crianças permaneceram mais tempo no Espaço Lúdico, o que oportunizou aproveitarmos melhor o acompanhamento que fazemos. Além disso, foi possível trocarmos ideias e experiências que contribuíram com nosso aprendizado”, salientou.
Laura Ribas, Andressa do Amaral e Taís Soares buscaram o HSVP para desenvolver no Espaço Lúdico o projeto do estágio curricular do curso. “Queríamos um local que não fosse o ambiente escolar para desenvolver o projeto e fizemos a melhor escolha quando optamos pelo HSVP. Nossa intenção era encontrar uma forma para evidenciar a importância de atividades lúdico-pedagógicas para as crianças hospitalizadas. Foi muito especial participar desse estágio, ver o brilho nos olhos dos pequenos e o encanto que tinham ao ouvir as histórias que contávamos não tem explicação”, ressaltou Laura Ribas.
Uma atividade especial
A última atividade do projeto desenvolvido pelas estagiárias envolveu os pequenos com a história do livro “O que não cabe no meu mundo – preconceito” do autor Fábio Gonçalves Ferreira. A atenção dos pacientes era perceptível na medida em que as “profes” contavam a história sobre o Bobomonstro, personagem principal que tinha um veneno capaz de contagiar as pessoas a julgar os outros pela aparência e pelo que vestiam. A moral da história evidencia as ações de preconceito com características do mostro e a importância de aprender desde pequeno a respeitar as diferenças.
“Eu aprendi que não devemos ser iguais ao Bobomonstro, pois além de feio ele não tem muito amigos. Isso acontece porque ele não quer amigos que se vistam diferente dele ou que gostam de outras brincadeiras”, contou Eduarda Bueno Moro, de oito anos. No final, todos receberam um monstro, montado com garrafas pet e outros materiais alternativos, diferente do Bobomonstro, esse produzia bolhas de sabão ao invés de veneno. “Adorei o mostro da espuma, vou levar para casa e dar um nome mais bonito para ele”.