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Dia Mundial do Rim: Vivendo bem com a doença renal

  • 11/03/2021

A Sociedade Internacional de Nefrologia promove anualmente o Dia Mundial do Rim, que neste ano acontece no dia 11 de março, quinta-feira. A data atenta para a Doença Renal Crônica (DCR), prevenção e a saúde dos rins. Neste ano, o tema da campanha é “Viver bem com a doença renal” e tem como objetivo aumentar a educação e conscientização sobre gestão eficaz de sintomas e capacitação do paciente, para encorajar a participação significativa na vida cotidiana dos pacientes renais crônicos.

Conforme o Ministério da Saúde, estima-se que haja no mundo 850 milhões de pessoas com a doença, decorrente de várias causas. Anualmente, cerca de 2,4 milhões de pessoas morrem em virtude da Doença Renal Crônica. No Brasil, aproximadamente dez milhões de pessoas convivem com a doença.

A doença renal crônica é a falência renal, ou seja, quando os rins não conseguem mais manter sua função e o paciente acaba precisando de hemodiálise ou diálise peritonial. Geralmente os casos são decorrentes do diabetes mellitus e da hipertensão. Por isso, o principal foco da campanha é a prevenção.

Para o médico nefrologista e responsável técnico do Serviço de Terapia Renal Substitutiva do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Dr. Pericles Serafim Sarturi, a obesidade é um dos grandes fatores que levam as pessoas a terem hipertensão arterial e diabetes mellitus. "Aqui para nós o maior problema é a hipertensão arterial, pois as pessoas não fazem o controle e não seguem as recomendações dos seus médicos. É fundamental que os cuidados básicos como exercícios físicos, alimentação, controle da hipertensão arterial, controle da diabetes, sejam seguidos para não desenvolver a doença", salienta.

O Dia Mundial do Rim 2021 tem tudo a ver “Viver bem com a doença renal”

O objetivo da data é aumentar a educação e conscientização sobre gestão eficaz de sintomas e capacitação do paciente, com o objetivo final de encorajar participação significativa na vida cotidiana. Medidas eficazes para prevenir doenças renais e sua progressão são importantes, pacientes com doença renal, incluindo aqueles que dependem de diálise e transplante, e seus parceiros de cuidados também devem sentir-se apoiados, especialmente durante pandemias e outros períodos desafiadores, pelos esforços concertados de comunidades de cuidados renais. 

Para a médica nefrologista do Corpo Clínico do HSVP, Dra. Fabiana Piovesan, viver bem com a doença renal é ter um cuidado com o paciente renal, não só com o paciente que já está no tratamento dialítico, mas o paciente que precisa de uma atenção, consultar regularmente o seu médico nefrologista, cuidar da sua pressão, do seu diabetes. "No Serviço de Terapia Renal Substitutiva é feito um trabalho intensivo, multidisciplinar que engloba desde nutrição, psicologia, enfermagem, para o paciente ser bem atendido e viver bem com a sua doença renal e saber que não é o fim da vida, mas uma forma diferente de viver", destaca Fabiana.

A estudante Fabiula Scortegagna Zanin, de 22 anos, começou a ter problemas de saúde desde os 16 anos. Hoje, ela já passou por um transplante e diz que foi bem difícil no início, mas valeu a pena. "Quando descobri a doença, já estava com toda a função renal praticamente perdida, por mais que tentassem normalizar essa funcionalidade já era tarde e tive que começar a hemodiálise. Como eu me dediquei a fazer tudo da forma correta, acabei conseguindo o transplante e tudo valeu a pena. Hoje eu preciso tomar remédio, cuidar da minha alimentação e, às vezes, me privar de certas coisas, mas a qualidade de vida que a gente recebe é o que faz valer a pena e, por isso, é importante fazer tudo certo, aceitar as condições em que nos encontramos, porque tudo isso serve para trilharmos o nosso caminho no futuro", conta Fabiula.