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Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil: Fique atento aos sinais!

  • 23/11/2020

No dia 23 de novembro é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, a data é uma forma de chamar atenção para um grupo de doenças oncológicas que representam a principal causa de óbitos entre crianças e adolescentes. Hoje, em  torno de 80% dos pacientes se recuperam e voltam a ter uma rotina normalizada, graças ao diagnóstico precoce e o tratamento em centros especializados.

O Câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

Já que ele não tem uma forma de prevenção é preciso identificá-lo nos primeiros sintomas, o Oncologista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Pablo Santiago explica que esses sintomas muitas vezes podem ser confundido com outras doenças. Os principais alertas dados pelo câncer infantil são “febre persistente, suores noturnos, perda de peso mais do que 10% num período curto, aumento de ínguas no pescoço, embaixo do braço, palidez, alterações no hemograma como plaqueta baixa, manchas no corpo, cansaço, dor óssea, a criança evitar determinadas posições ou evitar caminhar”, orienta Santiago, explicando que “quando surgir um ou mais desses sintomas é necessário buscar ajuda médica, pois são indicativos da presença da enfermidade”. 

Após o diagnóstico é necessário preparar o paciente e conversar com os familiares, logo em seguida iniciar o tratamento multidisciplinar com acompanhamento de psicólogas, fisioterapeutas, nutricionistas e assim encontrar o tratamento ideal para cada caso, podendo ser a quimioterapia, radioterapia, medicação ou drogas alvo, e em alguns casos a cirurgia ortopédica ou neurológica. “O tratamento muitas vezes é longo podendo durar até dois anos. Durante esse período a criança sofre com algumas restrições como evitar contato social, passando a estudar em casa, restrições alimentares pois alguns alimentos podem transmitir infecções e também os efeitos colaterais dos tratamentos como a queda de cabelo e enjoos constantes”. 

Mantenha o assunto em pauta!

Datas como o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, Setembro Dourado e Dia Internacional do Câncer Infantil foram criadas para todo ano lembrar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e de estar atento aos alertas do corpo pois “a cura está muito assentada na capacidade de se enxergar o câncer nos primeiros sinais”, enaltece Santiago.

O fortalecimento dos Centros de Tratamentos Oncológicos também precisa ser debatido “os resultados em relação a cura do câncer infantil está relacionado ao diagnóstico precoce mas também na forma especializada de tratamentos e esse trabalho multidisciplinar só vamos encontrar nos centros especializados, e esses centros precisam ser fortalecidos para combater o câncer e diminuir a mortalidade. A gente precisa investir em tecnologia e cuidado multidisciplinar de forma muito intensa”, finaliza. 

Campanha de arrecadação de recursos para nova ala de internação

O HSVP é referência no tratamento do câncer infantojuvenil para 216 municípios do Rio Grande do Sul, num total de 2.076.312 habitantes. Em média, os pacientes necessitam permanecer internados para tratamento por aproximadamente 13 dias, assim, visando maior cuidado com as crianças e adolescentes com câncer, o HSVP, em parceria com o Instituto do Câncer Infantil (ICI), promovem a campanha de arrecadação de recursos para a criação de uma Unidade de Internação Especializada exclusiva para o tratamento oncopediátrico. Para isso, o HSVP destinou uma área de 463,8m² para a realização de uma reforma que possibilitará a implantação de 15 leitos de internação, entre isolamento e enfermaria.

A meta de arrecadação é de R$ 1 milhão e para isso, desde 13 de outubro a Central de Doações do ICI está entrando em contato com a comunidade e empresas da região de Passo Fundo, visando a captação de doações. 

A sua doação pode fazer a diferença no tratamento desses pacientes. Para realizar uma doação, mais informações podem ser obtidas através do (51) 99230-9593.

Foto: Dr. Pablo Santiago é Oncologista e Coordenador do centro Oncológico Infantil do HSVP (Foto: Assessoria De Imprensa HSVP)

Foto 2: Divulgação