• Unidade Teixeira Soares: (54) 3316-4000 |
  • Unidade Uruguai: (54) 3045-2000 |
  • Unidade de Coleta: (54) 2103-4131

Dia Mundial do Diabetes: Mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença

  • 13/11/2020

O Dia Mundial do Diabetes se celebra anualmente no dia 14 de novembro. A data foi escolhida em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (FID) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), por ser o aniversário de Frederick Banting, que junto com Charles Best concebeu a idéia que conduziria ao descobrimento da insulina em outubro de 1921. Pelo alto índice de casos que estavam acontecendo naquele ano, a comemoração teve e tem como objetivo alertar sobre a doença, divulgando suas causas, sintomas, tratamento e as complicações que podem ser causadas por ela.

O Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Mas enfim o que é a insulina? O Endocrinologista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Pérsio Stobbe, responde essa pergunta dizendo que a insulina é um hormônio produzido pelas células Beta das ilhotas pancreáticas, que por sua vez é o responsável pela regulação da nossa glicose. “Essa interação entre a insulina e a glicose é extremamente importante, pois a glicose é usada como “combustível” para as células terem energia e funcionarem, e para essa entrada da glicose nas células, é necessário a insulina”, complementa.

Para monitorá-lo é importante a realização de exames periódicos anuais, pois o diabetes pode passar boa parte do tempo sem apresentar sintomas. Porém, é possível prestar atenção a alguns sinais do corpo como “aumento de sede, aumento do volume ou frequência urinária, aumento de fome, fraqueza, visão turva e infecções de repetição”. O diabetes pode causar grandes complicações e sequelas como “doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais), complicações chamadas microvasculares, como doenças de retina e cegueira, insuficiência renal e amputações de membros inferiores”, destaca.

Diabetes em ascendência

O número de diabéticos no Brasil ultrapassa os 13 milhões, cerca de 6,9% da população convive com a doença e no Mundo esses números crescem a cada ano. Segundo dados da OMS em 2040 é estipulado cerca de 642 milhões de diabéticos no planeta, sendo a 570 milhões decorrentes ao diabete melito tipo 2. O Endocrinologista comenta sobre a possível causa desse aumento. “Nos últimos anos, os dados estatísticos têm mostrado que a população brasileira está ficando mais pesada, em quase todas as regiões do país, tanto homens quanto mulheres. Bem possível que a obesidade e o diabetes, que caminham juntos, estejam ligados aos hábitos de vida nocivos, como dieta irregular e sedentarismo”.

Para quem já é diagnosticado com a doença é importante prestar atenção a alguns cuidados alimentares seja no tipo de alimentação, assim como na quantidade. O cuidado maior é quanto aos carboidratos que vão se transformar em glicose (como por exemplo, arroz, massas, bolos, etc), necessitando que o diabético conheça esses alimentos. “É muito importante que façam uma avaliação nutricional, com um Nutricionista, para poderem se alimentar de forma adequada e cuidar do peso, para não ocorrer uma desnutrição”, ressalta.

Tipos de Diabetes x Fatores de Risco

O diabetes tipo 1 é aquele que geralmente se manifesta em crianças e adolescentes, mas também pode ser diagnosticado em adultos. Acomete cerca de 5 a 10% de diabéticos e é caracterizado pela pouca ou nenhuma liberação de insulina para o corpo, resultando na permanência da glicose no sangue. Não há nenhuma pesquisa conclusiva para definir seus fatores de risco, mas sabe-se que a influência genética aumenta consideravelmente as chances de desenvolver a doença.

O diabetes tipo 2 é o mais comum e acomete cerca de 90% das pessoas. Se manifesta com maior frequência em adultos, mas também pode ser diagnosticado em crianças. É caracterizado por não usar adequadamente a insulina que produz ou até mesmo não produzir insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. Quem apresenta os fatores de risco para esse tipo da doença deve realizar exames com frequência. São eles: diagnóstico de pré-diabetes, pressão alta, colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue, peso elevado, ter pai ou irmão com diabetes, ter bebê com peso superior a quatro quilos ou diabetes gestacional, ter síndrome de ovários policísticos, ter diagnóstico de doenças psíquicas como esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar, apneia do sono ou receber prescrição de medicamentos da classe dos glicocorticóides.

É possível conviver bem com a doença

Uma das coisas mais importante para o tratamento da diabetes é controlar o nível de glicose no sangue, evitando complicações. A medição pode ser feita através de um monitor de glicemia ou por bombas de insulina.

Siga as orientações médicas para que a medição seja feita nos horários corretos, nas situações corretas e com a frequência ideal. Em caso de alterações é indispensável consultar um médico.

Hipoglicemia e Hiperglicemia: O que são?

Segundo o Médico do Corpo Clínico do HSVP a Hipoglicemia consiste em valores de glicose baixos, sendo uma complicação aguda do diabetes e ocorre com maior frequência nos pacientes diabetes em uso de insulina. Ela se apresenta associada a sintomas gerais como “tremores, fraqueza, visão turva, palpitações, tonturas, sonolência e em caso mais graves (dependendo do nível de glicose), desorientação, convulsões e coma” e apresenta melhora após a “ingestão de alimentos com glicose ou nas situações mais graves, com administração de glicose endovenosa”, explica.

Já a hiperglicemia são os valores elevados e glicose, seus sintomas aparecem por meio do aumento de sede e volume de urina. Sendo necessário um tratamento adequado como “iniciar as medicações para o diabetes ou ajustar naqueles que já se sabem diabéticos” complementa.

Foto: Assessoria de Imprensa/HSVP