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Funcionários se engajam na campanha de doação de órgãos

  • 22/08/2012

 A opção por ser ou não um doador de órgãos e tecidos para transplantes é uma escolha que ainda carrega mitos e receios na hora de comunicar a família da vontade de ser um doador. No Brasil, apesar de diversos avanços na área, o número de doadores ainda é significativamente menor do que a necessidade de órgãos e tecidos para transplantes. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), através de sua campanha permanente (Doe Órgãos – Uma corrente pela vida) trabalha constantemente para incentivar a doação. A novidade é que todos os funcionários da instituição, mesmo aqueles que não fazem parte das comissões, estão engajados na campanha em favor da vida. Por vontade do próprio grupo, a equipe do Centro de Diagnóstico (CD) se reuniu para um treinamento, objetivando esclarecer mitos e dúvidas da doação.

O encontro foi orientado pelo neurocirurgião e coordenador da Organização por Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), Dr. Cassiano Crusius e pela enfermeira Fabiana, Dal Conte. “Foi um momento de conversa, onde esclarecemos várias situações. Um exemplo foi a diferenciação entre paciente em coma, que tem possibilidade de reversão de seu estado e do paciente que é diagnosticado com morte encefálica, que não tem reversão e é um potencial doador. Geralmente as pessoas confundem muito as duas circunstâncias e acham que a morte cerebral é o mesmo que coma. Um mito que impede muitas doações e que precisa ficar claro para as pessoas a diferença. Os profissionais das comissões que realizam a captação de órgãos só solicitam para a família a autorização para a doação se a morte cerebral for diagnosticada”, enfatizou o coordenador da OPO.

Outra evidência do treinamento foi à importância do engajamento de todos os funcionários na formação de uma corrente para a captação de órgãos. “Não entendia direito como era feito o processo de captação e o encaminhamento dos órgãos para transplante. Com o treinamento foi possível compreender melhor estes processos, bem como conhecer o trabalho realizado pela equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e da OPO do HSVP. O que também ficou claro foi a diferença de morte encefálica e coma. Agora tenho argumentos para responder as perguntas de quem tem dúvidas”, evidenciou a supervisora do CD, Raquel Baggio.

A auxiliar de escritório, Ana Paula Oliveira, achava antes de participar do treinamento, que para ser doador de órgãos bastava fazer um registro no documento de identidade, mas viu que não é bem assim. “O encontro colaborou para esclarecer muitas dúvidas, mas a principal para mim foi de como se declarar doador. Achava que era só documentar, porém de nada adianta se a minha família não estiver ciente da vontade que tenho em ser doadora. Portanto, todos que querem ser doadores, precisam manifestar a vontade de forma clara para os familiares. Somente com a autorização da família é que o processo de captação acontece”, salientou.

No canal oficial do HSVP no YouTube (www.youtube.com/CanalOficialHSVP), você encontra três vídeos da campanha permanente do HSVP que incentiva a doação de órgãos.

OPO do HSVP

A OPO do HSVP é a quarta no estado e tem a finalidade de organizar e apoiar as atividades relacionadas ao processo de doação de órgãos e tecidos, buscando minimizar as dificuldades inerentes à doação. A área de abrangência da OPO 4 é a região das Missões, precisamente, os municípios de Santo Ângelo, Santa Rosa e Ijuí.