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Outubro Rosa: Apoio até o “último fio de cabelo”

  • 02/10/2020

E se você tivesse que raspar o cabelo? Seria fácil? Muito difícil? Teria vergonha, medo, diminuiria sua autoestima? Raspar o cabelo, perdê-lo, essa é uma realidade enfrentada por muitas mulheres que lutam contra o Câncer de Mama, e uma das etapas mais complicadas. Mesmo que para algumas isso seja mais tranquilo, é grande o número de pacientes que sofrem além da dor física, a dor emocional por não se sentir bonita, sem o cabelo. 

Mas e a vida, precisa de um formato específico para ser bonita? Ela não tem nuances diferentes que a tornam especial? A saúde e a felicidade não contam mais que mechas de cabelo? 

Inspiradas em dar apoio as pacientes em tratamento, a Técnica em Radiologia Rosângela Lima e a Técnica de Enfermagem Makeley Radel do Serviço de Radioterapia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, mostraram que a beleza está no coração. Enaltecendo a campanha do Outubro Rosa, ambas rasparam o cabelo nesta sexta-feira, 02 de outubro. Com o apoio das colegas, elas fizeram voluntariamente um gesto, que por vezes é imposto à outras mulheres em função do tratamento.

Conforme as profissionais, a inspiração veio das pacientes, principalmente de uma que, enfrentou uma batalha contra “a dor” de perder o cabelo e que encorajada pela equipe, conseguiu aceitar e se sentir feliz com a “careca”. “Nós temos um lema aqui, que fortalecemos muito com as pacientes, “O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate. Provérbio 15:13”. Então, sempre reforçamos que o que importa é o coração alegre, a beleza do sorriso”.

Um abraço a causa

Referência desde o diagnóstico precoce, prevenção até o tratamento do Câncer de Mama, o Hospital São Vicente abraça o Outubro Rosa, reiterando a importância de ficar atento a sinais, sintomas e realizar exames regularmente. O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente em mulheres na maior parte do mundo. No Brasil, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima-se que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

Todas as mulheres precisam conhecer seu corpo e ficar atentas aos sinais de alerta. Se cuidar é um gesto de amor próprio, é autoestima. A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos como: má alimentação, obesidade, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo. Estima-se que, por meio da alimentação saudável, não ingesta alcóolica e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver a doença. Ainda, são fatores de risco para o câncer de mama: a idade, que quanto maior, há mais risco de desenvolvimento da doença; história familiar positiva de parentes de primeiro grau com câncer de mama-risco aproximado de 13%; defeito nos genes BRCA1 e BRCA 2, com risco aproximado de 70 a 80%; menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos); menopausa tardia (última menstruação depois dos 55 anos); nuliparidade (não ter filhos); idade da primeira gestação acima dos 30 anos; tabagismo; alcoolismo; sedentarismo e obesidade. Por isso, se você possui alguns desses fatores, ligue o sinal de alerta.

O câncer de mama inicial não causa sintomas, somente em estágio mais avançado, que é quando aparecem nódulos na mama ou na axila, alteração no tamanho, no formato ou na textura da mama ou do mamilo e descarga mamilar sanguinolenta ou água transparente. Realizar autoexame das mamas, fazer avaliação com um médico ginecologista e realizar exames de imagem necessários para a avaliação adequada das mamas são passos que chamados de prevenção secundária e que, são essenciais para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Foto: Rosângela e Makeley fizeram questão de registrar o momento ao lado da plataforma de mama, utilizada na máquina de Radioterapia para tratar as pacientes (Foto Assessoria de Imprensa HSVP/ Scheila Zang)