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Setembro Dourado: Mês de prevenção ao Câncer Infantojuvenil

  • 30/09/2020

Em cada mês do ano uma cor é escolhida para representar uma causa e assim conscientizar a população e voltar sua atenção para a importância de diagnósticos precoces e de um acompanhamento médico regular. Setembro é um mês Dourado e foi criado para alertar pais, educadores, profissionais e a sociedade sobre o Câncer Infantojuvenil. A campanha evidencia o diagnóstico precoce da doença e a importância de prestar atenção em pequenos sinais e sintomas sugestivos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) o Câncer Infantojuvenil registra cerca de 8.460 novos casos por ano, sendo a leucemia a responsável por 26% dos óbitos. Mas, se tratado precocemente, os índices de cura chegam a 70%. 

Segundo o Oncologista Pediátrico e Coordenador do Centro Oncológico Infantojuvenil do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Dr. Pablo Santiago, a divulgação de informações para se ter o diagnóstico precoce, são importantes para melhorar as curvas de sobrevida, já que não há forma de prevenção da doença.  “A Leucemia Linfóide Aguda é o câncer mais prevalente nas crianças de até quatorze anos, seguido dos tumores do Sistema Nervoso Central, o Neuroplastoma é uma muito prevalente nessa idade, que é uma neoplasia de suprarrenal, o Linfoma de Hodgkin, que é um dos tumores mais prevalentes também na adolescência, entre outros”, exemplifica Santiago, ressaltando que não há causa específica para a doença. “Não existe uma causa, é meio que aleatório, algumas síndromes podem predispor ao câncer como a Síndrome de Down, a Neurofibromatose, algumas síndromes familiares, como a Síndrome de Li-Fraumeni, mas isso vai corresponder a mais ou menos cinco por cento dos casos de câncer na infância, o restante vai ser um evento aleatório, não se sabe quem vai desenvolver. Por isso é importante esse mês, o Setembro Dourado, para que a população e as equipes de saúde estejam sempre atentas aos primeiros sinais do câncer”.

Em relação aos sinais e sintomas que os pais e médicos devem ficar atentos, o oncologista destaca:  “febre persistente, suores noturnos  a ponto da criança ter que trocar de pijama, perda de peso, mais do que dez por cento de perda de peso em um período curto, aumento de linfonodos, aumento de ínguas no pescoço, embaixo do braço, aumento do volume abdominal, palidez, alterações no Hemograma como plaqueta baixa, tendência à hematomas,  manchas no corpo, cansaço relacionado a anemia, dor do óssea, dor no corpo, criança que  evita determinadas posições ou caminhar, porque tem dor, abaulamento, inchaço em locais específicos podem indicar a presença de uma neoplasia”, enumera Santiago, salientando que alguns deles são normais na infância, mas que caso persistam ou se somem, devem ser sinal de alerta. 

Após o diagnóstico, o tratamento precisa iniciar o mais breve possível, sendo que consistem na quimioterapia, medicação alvo, radioterapia e cirurgia, conforme cada caso. Santiago evidencia a importância de este tratamento ser realizado em um Centro especializado, onde a criança ou adolescente, juntamente com a família, receberá o apoio e o cuidado de uma equipe multiprofissional. “O paciente precisa de acompanhamento de todos os profissionais, pois além da cura da doença, essa criança ou adolescente precisa ter qualidade de vida após o tratamento”, destaca. 

Cuidado especializado em Passo Fundo

O Centro Oncológico Infantojuvenil do HSVP é referência hoje para 216 municípios, totalizando 2.076.312 habitantes. Atualmente 85 pacientes estão em tratamento. No Centro, além da presença de médicos especialistas, outras disciplinas juntam-se na atenção aos pacientes e suas famílias, como, recepcionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e pedagogas, que se mobilizam todos os dias em torno de um assunto complexo que é o Câncer Infantojuvenil. Hoje, uma criança com câncer de qualquer município da região pode ser rapidamente encaminhada através de um contato médico com o núcleo de regulação do Hospital São Vicente de Paulo (NIR) e receber atenção experiente desde o momento em que é admitida no setor de emergência pelos médicos de plantão.

 

Foto: Pablo Santiago oncologista pediátrico (Foto Assessoria de Imprensa HSVP/ Scheila Zang)