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Três pacientes tocam o Sino da Vida no Centro Oncológico Infantojuvenil

  • 13/08/2020

Quando se tem alta de um hospital, não o é silêncio que fica na lembrança. Para uns, têm o bipe do soro e dos aparelhos, para outros, o barulho da maca a toda pelo corredor, vozes dos profissionais. Mas, é no Centro Oncológico Infantojuvenil do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) que há um dos sons mais peculiares e o mais lembrado por quem passa por ali: o som de tilintar de sino, o Sino da Vida, tocado pelos pacientes ao final do tratamento contra o câncer.

Nesta quinta-feira,13, o badalar ecoou aos quatro cantos da instituição quando Michel Luis Dill, de Aratiba, Arthur Kovalski Freitas, de Seberi e Andreia Hacke de Tunas, ao encerrar o tratamento, tocaram alto e forte o sino, ao lado de seus familiares e equipes. O som reacende a esperança da cura, de futuro, de dias melhores. “Quero ser jogador de futebol e, depois, ajudar as crianças com câncer”, diz Michel, “Eu vou ser Médico Veterinário”, conta Arthur. “Quero seguir meus estudos e trabalhar”, enfatiza Andreia. Essas perspectivas são sinal de que, seguem os sonhos, agora, com uma batalha vencida, dando mais força para esses guerreiros.

Michel e Arthur, ambos 10 anos, enfrentaram a Leucemia e Andreia, 18 anos, um Linfoma. Ao relembrarem a trajetória desde a descoberta da doença até hoje, quando encerram o tratamento, os pacientes e pais se emocionaram. Vilma Marinês Dill, mãe do Michel, lembrou do dia em que souberam da Leucemia. “Parece que um buraco abriu no chão e caímos lá. Foi uma batalha bem difícil. Ele começou a sentir dores nas pernas, fez vários exames até que chegamos aqui no Centro e descobrimos o que era” relata.  Paulo Kovalski Freitas, pai do Arthur, conta que sempre tiveram fé e esperança. “Agradecemos ao médico da nossa cidade que pediu o exame e nos encaminhou para cá cedo, possibilitando iniciar o tratamento de forma rápida. Graças a Deus o Arthur respondeu bem ao tratamento e hoje temos essa vitória. Só temos a agradecer a todos aqui da equipe, Dr. Pablo e profissionais que nos acompanharam”. 

Ainda, Andreia, acompanhada mãe Loreni Fátima dos Santos Hacke, relata que um dia sentiu dois nódulos e dores no pescoço. Procurou o médico e quando fez exames descobriu o Linfoma. “Foi um período complicado. Não tanto pelo tratamento em si, mas o contexto que a doença envolve. Perder o cabelo, o preconceito que as pessoas têm, afastar do trabalho, estudos, tudo isso é muito doloroso. Eu pensava, ‘mas o cabelo cresce’, mas quando perdi é uma sensação muito complicada, não foi fácil”, afirma Andreia. “Disse para ela que colocaríamos nas mãos de Deus e que Ele faria o melhor. Hoje, graças a Ele estamos aqui, vencendo essa batalha. Ela sempre quis trabalhar, então vai poder voltar a estudar, trabalhar e continuar a vida dela. Só temos a agradecer todos aqui por isso. 

Nos olhos de pacientes e famílias, lágrimas e brilho. Embaixo das máscaras, sorrisos. Nas palavras a gratidão a todos da equipe e felicidade ao vencer a batalha contra o Câncer. O médico Oncologista Pediátrico e Coordenador do Centro Oncológico Infantojuvenil, Dr. Pablo Santiago, relembrou quando cada paciente chegou ao centro e suas trajetórias. “Assim como vocês estão finalizando o tratamento, outros pacientes estão chegando. Ao tocar esse sino bem alto, vocês levam a notícia da cura para eles e com isso esperança de que eles também podem chegar a este momento”.

Foto: Michel, Arthur e Andreia tocaram o Sino da Vida para comunicar a notícia do fim da luta contra o Câncer (Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)