No dia 15 de maio do ano de 1847, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu e incorporou a prática da higienização das mãos como atitude obrigatória para enfermeiros e médicos que atuavam em hospitais de Viena. Esta medida foi muito efetiva e conseguiu reduzir a taxa de mortalidade nas maternidades. Foi por esse motivo, que em 2008 este dia se tornou o Dia Nacional do Controle da Infecção Hospitalar, com o objetivo de conscientizar autoridades sanitárias, diretores de instituições e trabalhadores de saúde sobre a importância do controle das infecções.
Neste dia 15, para evidenciar a data, os profissionais do Serviço de Controle de Infecção (SCIH) realizaram ações reforçando a importância da higienização das mãos, que é considerada a melhor estratégia para a prevenção de infecções. Com a pandemia da covid-19, nunca se falou tanto na importância deste gesto, que salva vidas. Nos murais, a mensagem “Muitos antes de um medicamento para a cura, de uma vacina para imunizar, havia a certeza de uma forma de prevenção: a higienização das mãos”, incentivando gesto.
Ainda, na Unidade Uruguai, o Serviço de Controle de Infecções Relacionada à Assistência à Saúde (SCIRAS), cantou uma paródia incentivando a lavagem das mãos. Nas duas Unidades, os funcionários foram desafiados a gravar vídeos com o passo a passo correto da higiene das mãos com álcool gel.
O que é um Serviço de Controle de Infecção?
No Brasil, a implantação de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) tornou-se obrigatória em 1983, em todos os hospitais do país. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP0 de Passo Fundo foi um dos pioneiros no estado e implantou a CCIH em 1978. Atualmente a CCIH, que é um órgão de assessoria, é formada por representantes de diferentes setores do hospital: administração, laboratório, farmácia, enfermagem, higienização, núcleo de segurança do paciente, médicos cirurgiões, pediátricos, intensivistas e clínicos.
O Serviço de Controle de Infecção (SCIH), órgão executor, é formado por uma equipe multiprofissional, enfermeiros, farmacêutico, médico infectologista, secretárias e estagiários. O SCIH é um setor relacionado com a Qualidade e Segurança Assistencial, atua em todas as unidades do hospital e junto a todos os serviços visando evitar a Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), também chamada de infecção hospitalar.
A equipe é responsável por executar as ações necessárias para o controle e prevenção das IRAS, implantação de medidas específicas para que não ocorra disseminação de microrganismos e por elaborar e coordenar o PCIH (Programa de Controle de Infecção Hospitalar). De uma forma geral, fazem parte das atividades do SCIH:
• Vigilância epidemiológica das infecções hospitalares;
• Promover o uso racional de antimicrobianos;
• Higienização das mãos: orientar a importância e monitorar a adesão;
• Educação continuada dos profissionais da saúde;
• Monitoramento do perfil de resistência e sensibilidade aos antimicrobianos das bactérias causadoras de infecções hospitalares;
• Padronização, implantação e monitoramento das medidas de isolamento;
• Elaborar, rever e atualizar normas, que visem a uniformização de medidas para a prevenção, controle e contenção das IRAS.
• Colaborar com a elaboração de normas para esterilização, desinfecção de material e instrumental e higienização de utensílios, equipamentos e superfícies.
Prevenir as infecções hospitalares é um importante indicador de qualidade da assistência prestada e também do bem-estar ao paciente, além de reduzir de maneira significativa os custos e do tempo de internação. É importante ressaltar que a HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS continua sendo a ação mais simples e eficaz para a prevenção das infecções.
Foto: Paródia com personagens foi realizada na Unidade Uruguai (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)
Foto 2: Murais lembraram que lavar as mãos salva vidas (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)