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Morte: tem como encarar?

  • 03/08/2012

 Este foi o questionamento que norteou o treinamento realizado no mês de julho com os colaboradores do Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico Neonatal e Pediatria do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP).

Os encontros direcionados às equipes visam o aperfeiçoamento e a capacitação dos profissionais, priorizando o comprometimento ético e humanizado com os pacientes e suas famílias. “A evolução científica e técnica dos serviços de saúde devem estar acompanhadas pelo avanço na qualidade do contato humano”, evidencia a psicóloga do CTI Pediátrico e Neonatal, Débora Marchetti.

Com esse objetivo ela trabalhou com os profissionais sensibilizando-os para este momento tão presente no dia-a-dia destes setores. Segundo a psicóloga há uma busca incansável pela vida, porém, é importante que se possa falar sobre a morte em vista de que ela faz parte do ciclo da vida. “Por mais que se utilizem técnicas, tecnologias, teorias, cada um dos participantes têm sua história, suas perdas, e sentem por ‘ser’ humano. As faixas etárias que atendemos tendem a tornar a morte mais complexa e dolorosa tanto para quem perde como para quem acompanha esse processo. Por isso, pensar juntos sobre novas possibilidades, estratégias de manejo com as famílias que passam pela situação da morte é valorizar o respeito afetivo ao outro, possibilitando condições para termos um suporte adequado”.