• Unidade Teixeira Soares: (54) 3316-4000 |
  • Unidade Uruguai: (54) 3045-2000 |
  • Unidade de Coleta: (54) 2103-4131

Abril Lilás alerta para Câncer de Testículos

  • 28/04/2020

O Câncer de Testículos representa cerca de 1% dos tumores que atingem os homens, no entanto, a sua incidência tem aumentado nos últimos anos. O Abril Lilás é o mês dedicado ao combate desta neoplasia que, segundo o Oncologista do Instituto do Câncer do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Nicolas Lazaretti, acomete especialmente adultos jovens, brancos entre 20 e 40 anos, durante a fase de maior atividade sexual e reprodutiva. 

O Câncer de Testículo caracteriza-se pelo crescimento anormal de células, conforme Lazaretti, esta neoplasia se divide em dois grandes tipos: “o tumor germinativo não seminomatoso, de caráter mais agressivo, e o tumor germinativo seminomatoso, de crescimento mais lento”. Apesar de abranger um percentual pequeno de todas as lesões que afetam os homens e ser considerado raro, pode apresentar um crescimento rápido e ocorrência de metástase no pulmão, fígado e ossos. 

Sinais e sintomas

Lazaretti relata que a principal característica é a presença de massa escrotal ou de um nódulo endurecido e indolor no testículo, situado com mais frequência do lado direito e encontrado na palpação. “Apenas alguns pacientes manifestam dor aguda nos testículos provocada por hemorragia interna nesse órgão. Dor nas costas, tosse, edema, podem ser sinais de metástases resultantes da progressão da doença”, afirma o oncologista.

Causa e fatores de risco

O médico destaca que ainda não há uma causa definida para o câncer de testículos, porém, sabe-se que existem alguns fatores de riscos associados ao aparecimento da doença. “O mais comum é a criptorquidia, isto é, a permanência do testículo fora da bolsa escrotal depois do nascimento. Os outros são algumas síndromes genéticas raras, traumas crônicos e história da doença no passado”, pontua.

Diagnóstico

Lazaretti afirma que o exame mais importante para confirmar é a ultrassonografia, “além de revelar a existência do tumor, muitas vezes ainda não palpável, aponta sua relação com os órgãos vizinhos e ajuda a estabelecer o diagnóstico diferencial”, destaca. Ainda, testes laboratoriais de sangue para avaliar os marcadores tumorais Beta HCG, DHL e alfa-fetoproteína são úteis na fase do diagnóstico, segundo o médico, durante, e após o tratamento. “Da mesma forma, a tomografia pélvica e do abdômen e os raios X são importantes no pré e no pós-operatório. Uma vez que há risco de disseminação da doença através da agulha utilizada para biópsia, o exame anatomopatológico só é realizado depois da retirada cirúrgica do nódulo”, avalia o profissional.

Tratamento

O tratamento desta neoplasia é de cirurgia por via inguinal (orquiectomia radical) para a remoção do testículo afetado, com ou sem colocação de uma prótese no local. “A recuperação costuma ser rápida e não há comprometimento da potência sexual, se apenas um testículo for retirado. Quando há sinais de metástases ou para evitar recidivas, o paciente deve receber aplicações de quimioterapia”, afirma Lazaretti.

Em relação ao tratamento e a infertilidade, o oncologista salienta que o tratamento dos tumores pode induzir a infertilidade definitiva ou temporária. Assim, por precaução, “é recomendável que “após a retirada do testículo, sob a orientação de um urologista, colher esperma e guardá-lo num banco apropriado para esse fim. Isso permitirá que o paciente tenha filhos no futuro, se desejar. Mesmo nos casos de infertilidade temporária, alguns autores recomendam que a pessoa só tenha filhos dois anos depois do final do tratamento”, pontua Lazaretti. 

Prevenção

O médico salienta que, como não se conhece a causa do câncer de testículo, não há maneiras seguras de prevenção da enfermidade. “A exceção são os casos de criptorquidia, que devem ser corrigidos tão logo seja possível”, relata.

Foto: Dr. Nicolas Lazaretti é Oncologista do Instituto do Câncer do HSVP (Foto: Ascom HSVP/ Arquivo pessoal)

Foto 2: Divulgação