O Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo nasceu em meio a uma pandemia de Gripe Espanhola, em 1918 para prestar cuidado a estes pacientes. Em 2009, diante da epidemia de H1N1 enfrentou a doença e novamente acolheu a população. Em 2020, a Instituição se vê novamente diante de uma Pandemia e mais uma vez está na linha de frente, como referência para o combate.
Para o atendimento aos pacientes suspeitos ou confirmados da COVID-19, o Hospital montou uma estrutura e segue protocolos preconizados pelos órgãos de saúde, além de proporcionar um cuidado humanizado associado ao que há de mais avançado em tecnologia e ciência.
Em busca de oferecer o melhor cuidado à população desde 08 de abril, o Hospital passa a participar de estudos para o tratamento da COVID-19. A iniciativa Coalizão COVID Brasil foi concebida por uma parceria entre o Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), junto com o Ministério da Saúde, com apoio da farmacêutica EMS.
Cerca de 80 hospitais estão participando em todo o Brasil. Inicialmente, o HSVP integra dois estudos, o Coalizão I e Coalizão II. Integram o estudo no hospital os médicos Dra. Sabrina Henrich, Dra. Laura Zaparoli Zanrosso e Dr. Alison Blum.
O estudo Coalizão I incluirá pacientes adultos, internados, com COVID-19 suspeitos ou confirmados e avaliará o efeito da hidroxicloroquina associada ou não à azitromicina. A hipótese a ser testada é a de que, esses medicamentos melhorem os desfechos clínicos, aumentem a chance de o paciente não precisar de incremento de suporte ventilatório e de transitar para estados clínicos melhores.
Já o estudo Coalizão II incluirá pacientes adultos, internados, com infecção provável ou confirmada por SARS-CoV-2 e estado clínico mais grave. O objetivo deste estudo é avaliar a segurança e a eficácia da combinação de azitromicina à terapia apenas com hidroxicloroquina.
Para participar do estudo, os pacientes ou seus responsáveis e médico assistente poderão optar, voluntariamente, a participar ou não dos estudos. Aqueles que optarem por não participar, receberão o tratamento usual, sem qualquer prejuízo. Os participantes do Coalizão I receberão o tratamento de acordo com o protocolo, por sete dias, além do acompanhamento e exames, também de acordo com o protocolo, durante a internação hospitalar e até 15 dias após o início do tratamento.
No Coalizão II, os pacientes receberão o tratamento de acordo com o protocolo, por 10 dias, sendo também acompanhados e realizarão exames de acordo com o protocolo, durante a internação hospitalar e até 29 após o início do tratamento.