O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, recepcionou na sexta-feira, 06 de março, 26 novos residentes multiprofissionais do Programa Residência Multiprofissional Integrada em Saúde do Idoso e Atenção ao Câncer, desenvolvido pelo HSVP, Universidade de Passo Fundo (UPF) e Secretaria Municipal de Saúde de Passo Fundo. Os profissionais de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia e Serviço Social receberam as primeiras orientações sobre o funcionamento da residência e conheceram a estrutura do hospital e locais onde irão desempenhar atividades. Serão dois anos com atuação semanal de 60 horas divididas em 36 horas no HSVP, 12 horas na atenção básica e 12 horas de aulas teóricas na UPF, somando, ao fim da residência, 5760 horas.
Esta é a oitava turma de residentes, desde o início do programa, em 2013, o HSVP já formou 92 residentes, destes, 51 atuam no São Vicente e os demais estão inseridos no mercado de trabalho ou na área acadêmica. Para o Fisioterapeuta e Coordenador da Residência no HSVP, Douglas Pegoraro, o programa já é consolidado em Passo Fundo como um grande formador de recursos humanos para o mercado de trabalho. “É muito bom ter esse pessoal porque organizamos uma estrutura bem diferenciada para recebê-los. Todos os preceptores estão sempre se atualizando e buscando mais conhecimento para repassar aos residentes e esperamos que tenhamos mais um ano de muito envolvimento da residência com a comunidade e com os pacientes, porque sabemos a diferença que eles fazem aqui no hospital”, pontua Douglas.
Para a Enfermeira Estefânia da Silva Oliveira, natural de Campos Borges, a residência significa um aparato maior de conhecimento para, no futuro, comandar uma equipe, um posto, uma Unidade Básica de Saúde. “Eu sabia que a residência iria me dar essa base, então escolhi fazer esses dois anos como uma extensão da minha graduação”, conta Estefânia.
Residente em Saúde do Idoso, a enfermeira relata que a escolha nessa área se deu devido a sua caminhada acadêmica já ter sido voltada para essa população “me identifico muito com esse público, durante minha graduação trabalhava em grupos de idosos, fui bolsista voluntária e fazia programas voluntários em promoção de saúde em grupos de saúde e em idosos que estavam institucionalizados. Além do fato de haver crescimento de idosos, já que a gente tem uma inversão da pirâmide e acredito que é uma área que vai abrir muitos horizontes agora e futuramente”, salienta.
Estefânia espera aprender muito a prática, pois busca o conhecimento clínico e acredita que a prática seja fundamental. “Espero sair daqui com uma bagagem muito boa, não só de conhecimento na área, mas de crescimento humano, pessoal e profissional”, pontua.
Foto: Residentes conheceram a estrutura do HSVP e locais onde atuarão (Foto: Ascom HSVP/ Scheila Zang)