Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos e, geralmente, sua origem é desconhecida. Conforme a médica Hematologista do Instituto do Câncer do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Moema Nenê Santos é “um tipo de câncer da medula óssea que leva a produção de células doentes, de forma que prejudica a produção das demais células do sangue como sistema de defesa, coagulação e a série eritróide, células vermelhas responsáveis pelo transporte de oxigênio aos tecidos”.
Fevereiro Laranja é o mês que visa conscientizar, combater a leucemia, ressaltar a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos. Neste ano, o INCA estima 10.810 novos casos de leucemia, sendo 5.920 homens e 4.890 mulheres. Só no Rio Grande do Sul, são 7,67 casos para cada 100 mil homens e 6,17 casos para cada 100 mil mulheres.
De acordo com o INCA, o que ocorre na leucemia é que uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade acaba sofrendo uma mutação genética, transformando-a em uma célula cancerosa. Essa célula não funciona adequadamente, multiplica-se rapidamente e morre menos do que as normais, assim, as células saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por essas células anormais cancerosas.
Existem diferentes tipos de leucemias, conforme Moema “podem ser divididas em dois grupos: linfoides ou mieloide, quanto a característica da célula e também como agudas”.
Fatores de risco e prognósticos
Os fatores de risco e prognósticos dependem do tipo da leucemia, marcadores biológicos e também moleculares, dentre esses fatores de risco então: exposição ao álcool, pesticidas e infecções virais, exposição ambiental radiação ionizante, infecções virais, pesticidas, solventes orgânicos como o benzeno, dentre outros além de doenças hereditárias e adquiridas.
Sintomas
Para Moema os sintomas variam em relação ao tipo celular e sua forma de crescimento celular “desta forma apresentam-se como anemias, alterações de coagulação com hematomas, petéquias, quadros infecciosos, ínguas pelo corpo, aumento do fígado, baço ou no caso das crônicas, podem não apresentar sintomas importantes e serem vistos em exames de sangue de rotina”, pontua a médica.
Diagnóstico
Segundo Moema, para o diagnóstico são necessários exames de sangue e, muitas vezes, exames de medula óssea, que é conhecida como tutano do osso, a fábrica que produz as células do sangue. “O tratamento da leucemia visa eliminar as células malignas. Para isso, são realizadas medicações quimioterápicas, imunoterápicas, ou mesmo transplante de medula óssea em alguns casos”, relata Moema.
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