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Maternidade: gesto de carinho e empatia transformam rotina de pacientes internadas

  • 14/02/2020

No dicionário, o significado da palavra humanização é a ação ou efeito de humanizar ou humanizar-se, tornar-se mais sociável, gentil ou amável. Um gesto de empatia e carinho faz a diferença na vida de alguém que está passando por um momento delicado e precisa de apoio e compreensão. Na Maternidade do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, uma iniciativa tem tornado a estadia das pacientes mais colorida e alegre. Entre uma tarefa e outra, as Copeiras Fabiele Ferreiro Dal Toé, Caroline dos Santos Bastos e Mariane Lopes Martins se dedicam a escrever bilhetes com mensagens para enviar junto com as refeições das pacientes internadas na Maternidade.

Tudo iniciou há mais de um ano, quando as copeiras começaram a escrever "bom dia" nas etiquetas de identificação das pacientes. Com o tempo, surgiu a ideia de fazer um bilhete para mandar alguma mensagem. "Nós pensamos que haviam algumas pacientes que estavam há algum tempo na maternidade, fazendo algum tratamento por alguma dor, doença ou infecção, e elas ficam bastante tempo, aí começamos a mandar bilhetes todos os dias", conta Fabiele.

Fabiele relembra do caso de uma paciente que ficou quatro meses na maternidade por causa da sua gestação de alto risco e criou um mural no seu quarto com todos os bilhetes. "Ela ficou emocionada, pois tinha dias que ficava bem triste, ela disse que foi uma iniciativa muito boa. Quando saiu, levou todos juntos e iria colocar alguns no álbum da filha", relata a copeira. 

As mensagens eram pensadas de diferentes formas, para cada paciente. "Tinha paciente que estava internada por ter sofrido um aborto, uma situação difícil, daí mandávamos mensagens de conforto, sempre tentando mandar um bilhete específico para a situação de cada uma", explica Fabiele. "No começo, quando era uma paciente nova, mandávamos no primeiro dia e o bilhete voltava, no segundo dia ela perguntava quem fazia e no terceiro já agradecia e falava que era muito legal. Algumas respondem, mandam algo e outras colam na parede", afirma.

Entre a rotina corrida, Fabiele revela que a iniciativa foi pensando no bem estar das pacientes. "Às vezes, algumas acordam meio tristes, já não aguentam mais estar no hospital, porque é uma situação difícil, e acaba sendo algo bom", explica. "Tivemos uma paciente que era de outra cidade e ficava sozinha, uma vez ela disse que ficava esperando para saber qual seria a mensagem do dia", relembra Fabiele.

No início, os bilhetes eram improvisados em folhas de ofício, depois elas adquiriram bloquinhos, canetas diferentes, folhas sulfite coloridas, onde escrevem as mensagens, recortam e enfeitam. "Fica mais bonito, para deixar elas felizes em um momento especial", destaca Fabiele.

A Nutricionista do HSVP, Andreza Ossani, foi uma das pacientes que viveu essa experiência no ano passado, quando ficou 81 dias internada devido a sua gestação de alto risco. Andreza conta que antes de internar, não sabia que existia essa ação e foi algo que a comoveu durante todo o período de internação. “Você está ali e o teu estado emocional fica muito fragilizado. Quando internei, não sabia que teria que internar, foi no susto e qualquer coisinha, qualquer palavra de incentivo, de empatia, de amizade, de qualquer coisa que recebesse ali é ouro, porque você está se sentindo tão pequena no mundo”, conta.

Todo carinho e atenção recebidos na Maternidade geram um vínculo entre as profissionais e as pacientes, como ficou bastante tempo internada, Andreza revela que sabia até os dias em que uma das copeiras faltava, já que sempre assinavam os bilhetes. Além disso, Andreza explica que durante a internação não tem muito o que fazer, e, ainda, tem toda a preocupação com o bebê, com a própria saúde, não saber o que vai acontecer, então os bilhetes foram uma forma de distração e motivação para enfrentar a situação. “Eu internei sem saber se chegaria a próxima semana, e esse pequeno gesto com os recadinhos te dando força, te lembrando o real motivo de estar ali, é um pouco de empatia também, de se preocupar com quem está ali internada, é uma coisa muito motivacional”, pontua.

Hoje, o Matheus, filho de Andreza, com seis meses, está bem e saudável. Os bilhetes que recebeu durante sua estadia na Maternidade, juntamente com outros que ganhou, foram colados na parede e, quando foi embora, levou junto para guarda-los como lembrança.

Foto: Profissionais se dedicam diariamente a confeccionar bilhetes específicos para cada paciente (Fotos: Ascom HSVP/ Scheila Zang)

Foto: Pacientes criam murais com todos os bilhetes recebidos (Fotos: Ascom HSVP/ Divulgação)

Foto: Pacientes também escrevem recados para as copeiras (Fotos: Ascom HSVP/ Scheila Zang)

Foto: Bilhetes são enviados junto com a janta das pacientes (Fotos: Ascom HSVP/ Divulgação)