A gastroenterite é a inflamação da mucosa ou revestimento do estômago e dos intestinos delgado e grosso. Conforme o Gastroenterologista e médico do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Dr. Kalil Fontana, “as principais causas são infecciosas, sendo alguns tipos de vírus e bactérias, os principais agentes causadores”, além disso o médico pontua que a gastroenterite pode ser também secundária à ingestão de medicamentos e toxinas químicas. “Esta doença pode ser adquirida através da ingesta de alimentos, transmitida pela água ou disseminada de uma pessoa para outra”, relata.
No verão, os casos de gastroenterite são mais comuns, pois, segundo Fontana “as altas temperaturas favorecem a proliferação de vírus, bactérias e fungos na água, nos alimentos e nos ambientes nosocomiais, sendo, portanto, um fator de risco para surtos de gastroenterites”.
Fontana afirma que as pessoas mais afetadas, geralmente, são aquelas que não tem acesso à água tratada, saneamento básico, além daquelas expostas à aglomeração de pessoas em um ambiente fechado. Profissionais de saúde que trabalham em hospitais e clínicas de cuidados também são frequentemente afetados.
Sintomas
Conforme Fontana, os sintomas predominantes são “mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal em cólicas, diarreia e febre”.
Tratamento
De acordo com o médico, “o quadro clínico é autolimitado, durando em torno de cinco a sete dias, sendo necessário apenas tratamento sintomático, como medicamentos para dores abdominais, febre e vômitos”. Outro fator que Fontana destaca é a importância de manter-se hidratado, para evitar a desidratação, principalmente em pacientes com sintomas de vômito e diarreia. “Deve-se chamar a atenção para os casos de gastroenterite com febre persistente, com diarreia associada a sangue, muco ou pus, dor abdominal severa, vômitos que não cessam, idosos e pacientes com outras doenças associada como hipertensão e diabetes”, pontua. Fontana recomenda, nesses casos, uma avaliação médica para um tratamento mais específico.
Prevenção
Em relação a prevenção, Fontana explica que é feita com a “higienização adequada das mãos, armazenamento apropriado de alimentos e água, bem como evitar contato íntimo com pessoas em vigência daqueles sintomas típicos de gastroenterite”.
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