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Janeiro Verde alerta para a prevenção do Câncer do Colo do Útero

  • 14/01/2020

O Câncer do Colo do Útero, segundo o Instituo Nacional de Câncer (INCA), é o quarto tipo mais comum em mulheres, fora os casos de pele não melanoma. Além disso, surgem, no mundo, aproximadamente 530 mil novos casos por ano, sendo responsável por 265 mil mortes anualmente e caracterizando-se como a quarta causa mais frequente de óbito por câncer nas mulheres, por isso, Janeiro Verde é o mês dedicado para conscientização e prevenção da doença.

Conforme o Oncologista e médico do Instituto do Câncer do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Dr. Nicolas Lazaretti, a principal causa do Câncer do Colo do Útero é a infecção pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano). “Essa infecção, quando persistente, pode ocasionar alterações nas células do colo do útero, culminando com o surgimento do câncer”, relata.

Inicialmente, o oncologista explica que costumam aparecer lesões pré-cancerígenas, as chamadas Low-Sil (NIC I e II) ou Hi-Sil (NIC III), que, se não tratadas, podem evoluir para células cancerígenas. “Esse processo costuma levar anos para ocorrer, por isso, o exame preventivo, o Papanicolau, é fundamental para identificar essas lesões e tratá-las antes que possam evoluir para um câncer”, destaca Lazaretti.

Realizar o exame preventivo é de extrema importância, já que, o Câncer do Colo do Útero, no início, não apresenta sinais nem sintomas. “Quando a doença já está mais evoluída, pode ocorrer sangramento fora do período da menstruação ou após o ato sexual, perda de peso, dor na pelve e/ou nas costas”, afirma o médico.

Fatores de risco

Os fatores de risco influenciam no desenvolvimento do câncer e, para cada tipo, há diferentes fatores de risco. Alguns, como histórico familiar, idade, não podem ser mudados, mas outros podem ser controlados, como por exemplo: possuir vários parceiros sexuais, não usar preservativos, infecções por doenças sexualmente transmissíveis (DST), tabagismo, obesidade, má alimentação, entre outros.

Diagnóstico

É feito pelo médico Ginecologista, através de uma biópsia do colo do útero. Esse material será analisado pelo Patologista que dará o diagnóstico.

Tratamento

Segundo o Lazaretti, o tratamento depende do tamanho do câncer no momento do diagnóstico. “Para tumores bem iniciais uma pequena cirurgia (chamada de conização) pode ser o suficiente, para tumores maiores uma cirurgia com retirada de todo o útero, os ovários, trompas e linfonodos abdominais”, destaca. Ainda, quando não é possível realizar cirurgia, no entanto, a doença ainda está localizada, o médico explica que se costuma tratar com quimioterapia e radioterapia. “Para àquelas cujo a doença já se espalhou no organismo, o tratamento indicado normalmente é apenas a quimioterapia”, pontua.

Prevenção

A prevenção se dá de diversas maneiras, como, por exemplo, usar preservativos nas relações sexuais, manter uma dieta balanceada, cuidar do peso e não fumar. “Entretanto, duas medidas simples são as mais importantes: fazer a vacina contra o vírus do HPV e realizar anualmente o exame preventivo do colo do útero (Papanicolau) ”, alerta o médico.

Lazaretti evidencia que o Câncer do Colo do Útero é o tumor feminino cujo as medidas de prevenção mais dão resultados, dessa forma, consultar anualmente um ginecologista é de extrema importância.

Foto: Dr. Nicolas Lazaretti é Oncologista e médico do Corpo Clínico do HSVP (Foto: Ascom HSVP/ Divulgação)