A humanização dos tratamentos é uma das características do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo. Possibilitar a união de pacientes, familiares, cuidadores, profissionais, entre outros, permitindo que pacientes e cuidadores sintam-se mais próximos a equipe e estimulem o cuidado com a diálise é um dos motivos do IV Encontro dos Pacientes em Diálise Peritoneal, que aconteceu nos dias 03 e 05 de dezembro. O encontro é uma realização da equipe da Unidade de Terapia Renal Substitutiva do HSVP e proporcionou aos pacientes e familiares um espaço para tirar dúvidas, receber informações e orientações, atualização da rotina de cuidados e reflexão.
Os pacientes em diálise peritoneal têm maior independência no seu tratamento, pois ele é realizado no domicílio. Para isso, é necessário passar pelo processo educativo ministrado pelo enfermeiro. Além disso, devem se dirigir ao hospital uma vez ao mês para consulta e coleta de exames.
Estabelecer um momento de confraternização entre os pacientes, familiares e a equipe multidisciplinar, educar para o cuidado em diálise peritoneal, promover integração entre pacientes e cuidadores, oportunizar um momento espiritual são alguns dos objetivos do encontro. Para a Psicóloga do HSVP, Bruna Matias, o encontro é uma oportunidade para os pacientes interagirem entre si, trocar experiências e ter um momento em que todos possam se reunir. “Esse ano a ideia era trazer de forma mais descontraída o que pode acontecer de erros durante a diálise peritoneal, através de dinâmicas que proporcionaram interação e troca de informações”, pontua.
Tatiane Roberta Rigo, de 29 anos, iniciou a diálise peritoneal em abril deste ano e veio de Engenho Velho para participar do encontro pela primeira vez. “É um encontro muito importante, trocar informações, participar das dinâmicas, serviu para tirar muitas dúvidas”, conta.
Já a pequena Isabelle de Fátima Felipe, de cinco anos, começou a diálise há três meses, ela sofria da Síndrome Nefrótica que evoluiu para Insuficiência Renal Crônica. Elisandra de Fátima da Silva, mãe de Isabelle, conta que a filha fez acompanhamento em Porto Alegre e, agora, ela vai ser encaminhada para a fila de espera, pois precisará realizar um transplante de rim. Para Elisandra o encontro foi muito interessante. “Deu para tirar bastante dúvida, coisa que a gente sempre tem. Interagir e participar das dinâmicas foi bem legal”, relata.
Foto: Encontro proporcionou interação e troca de conhecimentos entre os participantes (Fotos: Assessoria de Comunicação HSVP/ Scheila Zang)