O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), preocupado com a importância de salvar vidas através de transplantes provenientes de doações de órgãos, utiliza uma tecnologia ágil e eficiente para o diagnóstico de morte encefálica. O Doppler Transcraniano, aparelho importado da Europa, é capaz de verificar o fluxo sanguíneo nas artérias intracranianas, obtendo um diagnóstico preciso da ocorrência de morte cerebral.
“O paciente que tem morte cerebral é um doador em potencial, pois poderá após análises clínicas doar múltiplos órgãos. Há um ano, esse diagnóstico era realizado através do método de Angiografia - exame de raio X que usa um contraste especial e uma aparelhagem de radiologia para obter imagens do fluxo de sangue dos vasos sanguíneos da cabeça e pescoço –, o qual levava em torno de uma hora para ser finalizado e o paciente tinha que ser transportado da unidade que se encontrava até o local do exame. Perdíamos muito tempo e em inúmeras vezes a doação era impossibilitada”, destaca o médico neurologista e coordenador da Organização por Procura de Órgãos e Tecidos (OPO 4), Dr. Cassiano Crusius.
O Doppler Transcraniano é utilizado no HSVP desde março de 2011 e contribuiu de forma eficaz para o aumento das doações e transplantes ocorridos no ano que passou. “É uma maneira muito segura e ágil para o diagnóstico de morte encefálica, levamos em torno de 10 minutos para o diagnóstico final, com isso ganhamos tempo para comunicar a família do ocorrido e solicitar a possível doação de múltiplos órgãos. É uma técnica recente, porém com total potencial de desenvolvimento”, ressaltou o neurologista.