• Unidade Teixeira Soares: (54) 3316-4000 |
  • Unidade Uruguai: (54) 3045-2000 |
  • Unidade de Coleta: (54) 2103-4131

Cuidados Paliativos e a vida são tema de treinamento

  • 29/07/2016

  Você sabe quando a vida começa? Esse questionamento foi feito pela psicóloga e membro do Grupo Consultor de Cuidados Paliativos do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Débora Marchetti para os profissionais do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Central, CTI Cardiológica, Centro de Cuidados Intensivos de Enfermagem (CCIE), Radioterapia e Quimioterapia em um treinamento que abordou os Cuidados Paliativos. O objetivo da palestra era atualizar informações e atentar os profissionais para este assunto.

Em sua fala, a psicóloga ressaltou que existe discordância em relação ao momento exato do começo da vida humana e que chegar a essa definição parece impossível. “É um debate influenciado por valores religiosos, políticos, científicos e morais. Alguns argumentam que, desde o momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, processo que dá início à gestação, é que a vida passa a existir. Outros defendem que é preciso um coração pulsando e um cérebro funcionando, ou seja, a presença do sistema circulatório e nervoso, em torno do segundo mês de gestação, para que o feto seja considerado um ser vivo. Outros, entretanto, dizem que a vida começa depois dos 40 anos”, contextualizou ela, ao questionar os participantes sobre quando perceberam o sentido da existência.

Conforme Débora, a resposta a essa questão é que a vida é o que temos e o que fazemos dela. “A vida é o que está acontecendo agora, o sentido que você dá para as suas vivências pois, é somente assim que é possível oferecer um olhar de cuidado e atenção para o paciente que está em cuidados paliativos. É ter a certeza de que esse paciente tem a sua história e uma vida inteira que está, agora, nas mãos de cada um. E é um tratamento de vida que devemos oferecer ao paciente e seus familiares, ao resgatar sua identidade, autonomia, seus valores, desejos”, orientou.

Uma dinâmica, onde os participantes experenciaram estar no lugar dos pacientes desde o momento do diagnóstico e acompanharam a evolução da doença, também foi realizada. “É preciso que os profissionais tenham maior seriedade e dedicação frente ao paciente com uma doença progressiva e incurável. Todos devem se sentir responsáveis em resgatar a dignidade do paciente e possibilitar que a sua vida (re) comece no momento em que (re) encontra o sentido da sua existência”.

Foto: Treinamento levou profissionais a reflexão sobre cuidados paliativos e a vida (Foto ASCOM/HSVP)