Cuidados Paliativos são abordados em aulas para médicos residentes
A educação continuada é fundamental para a manutenção do conhecimento e geração de novos aprendizados, principalmente na área da saúde. Por isso, o Grupo Consultor de Cuidados Paliativos do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo desenvolveu uma série de aulas para diversas especialidades da Residência Médica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/HSVP). Os residentes de Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia participaram na última semana, do encontro com a intensivista pediátrica Dra. Camila Toscan e as neonatologistas Dra. Alessandra Belina e Dra. Cristiane Cassanelo.
Camila iniciou a aula para os residentes de Pediatria resgatando o significado da palavra Medicina, que tem sua origem do latim. Segundo ela, este tema é muito difícil de ser abordado em pediatria, principalmente quando se refere ao cuidado paliativo terminal, pois, a morte de uma criança não corresponde ao ciclo natural da vida. A especialista então fez o questionamento: “Será que a obstinação terapêutica é o melhor caminho?”, proporcionando aos participantes que refletissem sobre a intervenção paliativa para os pacientes que apresentam uma doença que coloca a vida em risco. “O ideal é que o cuidado paliativo seja inserido precocemente, desde o diagnóstico, em conjunto com o tratamento curativo e conforme a doença evoluir busque-se aumentar o conforto e a qualidade de vida, minimizando o sofrimento e a dor, favorecendo que a criança fique próxima dos seus familiares”, destacou a especialista, salientando ainda, a importância do papel da família, dos pais, que são os representantes legais da criança e respondem pelas decisões clínicas e terapêuticas.
Na aula com os residentes de Ginecologia e Obstetrícia as neonatologitas Alessandra e Cristiane enfatizaram que quando se pensa no cuidado em neonatologia remete-se para a sobrevivência de um recém-nascido. Isto porque, o nascimento de uma criança é um momento feliz principalmente quando é uma gravidez desejada, porém, em alguns casos o nascimento é permeado de angústia, dor, impotência e desespero. “Nestes casos se faz necessário compartilhar a responsabilidade, envolver as equipes que atendem determinado caso, a obstetrícia, ginecologia, neonatologia, pediatria e o mais importante, os pais, para que a tomada de decisão seja em conjunto, proporcionando assim, ao recém-nascido uma morte digna, com respeito e que ajude a família no processo de luto”, enalteceram as especialistas.
Em relação as aulas, a residente de Pediatria, Tamires Fischer enfatizou a importância de ampliar o conhecimento sobre o tema e de como a educação continuada é importante na formação de profissional. “Em algum momento da nossa profissão vamos nos deparar com casos de pacientes em cuidados paliativos e precisamos saber como lidar”, pontuou. Assim como ela, a residente de Ginecologia e Obstetrícia Aline Dall Agnol, reiterou que o aprendizado com as aulas. “A experiência de trazer uma nova vida através de suas mãos requer coragem e acima de tudo sensibilidade para tocar uma família que começa a se formar. Manter os familiares próximos, ter uma boa comunicação, proporcionar conforto aos pacientes pode amenizar o trauma diante de um quadro grave”, enalteceu.
Fotos: Aulas são uma oportunidade de atualização e aprendizado ( Foto Assessoria de Comunicação HSVP)