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HSVP enfatiza a importância da prevenção das úlceras por pressão

  • 19/11/2015

  O cenário atual do sistema de saúde desafia os profissionais de saúde à melhoria contínua, quer seja pelo perfil dos pacientes, quer seja pela complexidade do atendimento. As úlceras por pressão (UPPs) são lesões de pele resultante da pressão por muito tempo do tecido, em pacientes acamados ou com restrição de mobilidade, que acometem milhares de pessoas e já tratada como caso de saúde pública, pois é uma realidade impactante e de alto custo para a saúde pública. Trata-se de um problema multidisciplinar que pode acarretar dor e sofrimento aos pacientes, portanto, toda equipe é responsável por avaliar os fatores de risco e instituir medidas de prevenção e tratamento. Nesta quinta-feira, 19 de novembro, lembrado como Dia Mundial de Prevenção de Úlceras por Pressão, o Grupo de Pele do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, realizou uma atividade de conscientização in loco, para todos os setores do hospital, para ressaltar a importância da prevenção continua das úlceras por pressão.

O enfermeiro Michael Amarante que atua no Grupo de Pele do HSVP, pontuou que as úlceras por pressão são considerados eventos adversos que na maioria dos casos podem ser evitados, dependendo assim do comprometimento da equipe e dos familiares. “Nós realizamos orientações a todos os setores, reforçando que é preciso um comprometimento contínuo com a prevenção das úlceras por pressão, repassando que é preciso levar as informações para a família e os cuidadores, que são fundamentais nesse cuidado”, enfatizou.

Pacientes acamados ou que passaram por um trauma grave, restritos de mobilidade, tem maior probabilidade de desenvolver úlceras por pressão. Michael ressalta que a idade avançada também é um fator de desenvolvimento das lesões, mas que todos estamos suscetíveis as úlceras. “Geralmente ocorrem na região onde tem ossos, que fica sob pressão por muito tempo. Não havendo mobilidade do paciente o local fica sem oxigenação, nutrição e começa-se a desenvolver lesões, tanto da pele como nos tecidos abaixo da pele. Na região sacral é que acontecem 80% das úlceras por pressão, mas também tem lesões atrás da orelha, na maça do rosto, nos calcanhares, região da articulação do fêmur”, aponta o especialista.

Nos Estados Unidos, as complicações de úlcera por pressão matam 600 mil pessoas por ano e no Brasil até 38% de pacientes acamados sofrem com as lesões. Diante deste fato, o enfermeiro destaca que o risco de infecção aumenta em função da exposição dos tecidos da pele, trazendo dor, desconforto e maior tempo de internação para o paciente, além de que, o tratamento nesses casos se torna caro, tanto para a família como para a saúde pública. “A partir do processo de infecção é preciso tratar a lesão a partir de suas características. Atualmente existem cinco categorias de avaliação, o mais leve ainda não fez ruptura da pele, o mais grave eu já consigo visualizar o osso”, descreve.

O tratamento da ferida requer acompanhamento diário e o mais importante, fazer a mudança de posição do paciente a cada duas horas, para que local da lesão seja oxigenado e receba nutrição. “ No HSVP o Grupo de Pele desenvolveu e aplica algumas medidas de prevenção e protocolos de segurança, que já apresentaram uma redução significativa na incidência de úlceras por pressão”, enfatiza Michael ressaltando que a melhor forma de prevenção é a mudança de posição do paciente acamado ou com restrição de movimentação a cada duas horas.

Nos casos em que o paciente não está internado é importante que a família tenha os cuidados de prevenção. No mercado já existem colchões, almofadas entre outros artigos específicos para evitar úlceras por pressão. “O Grupo confeccionou cartazes com as frases “Mude de lado e evite a pressão: Na prevenção está é a solução”, procurando alertar cuidadores e também profissionais sobre a mudança de posição e prevenção das úlceras por pressão”.


Foto: Atividade realizada no HSVP ressaltou a importância do cuidado com as úlceras por pressão. (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/ Endil Mello)