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Câncer de mama: De olho nos sintomas e fatores de risco

  • 09/07/2015

 O câncer de mama representa atualmente no Brasil, 22% dos novos casos de câncer. A cada 100 mil mulheres, 52 são diagnosticadas com a doença. Esse número, nas regiões sul e sudeste é superior, no sul são 65 casos para cada 100.000 e no sudeste são 69 casos para cada 100.000. Outro número que preocupa é que 32 mulheres morrem por dia no Brasil em decorrência do câncer de mama. Para diminuir esses números, a prevenção e o diagnóstico são fundamentais, bem como, entender os sintomas e os fatores do risco desta doença.

Os médicos radiologistas do Centro de Imagem da Mama (CIM), do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Dra. Daniele Floss e Dr. Paulo Marcelo Floss explicam que o câncer de mama não causa sintomas em sua fase inicial e que somente em estágio avançado começam a aparecer indícios da doença. “Nódulo na mama ou na axila, alteração no tamanho, formato ou textura da mama ou do mamilo, descarga mamilar sanguinolenta ou água transparente são alguns dos sinais do câncer de mama, que se a mulher detectar, deve procurar imediatamente um médico”, ressaltam, enfatizando ainda a importância dos exames de rotina, como a mamografia. “O principal objetivo dos métodos de diagnóstico por imagem da mama é permitir o diagnóstico precoce do câncer, possibilitando a paciente realizar um tratamento adequado e consequentemente conseguir a cura”.

Entre as causas prevalentes para a doença, os especialistas citam a idade, quanto maior , mais risco, história familiar positiva de parentes de primeiro grau com câncer de mama, menarca precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (depois dos 55 anos), nuliparidade (nunca ter tido filhos), idade da primeira gestação acima dos 30 anos, tabagismo, alcoolismo, obesidade e sedentarismo. “História familiar positiva de parentes de primeiro grau com câncer de mama aumentam em 13% a chance do desenvolvimento da doença. Outro fator de risco, o defeito nos genes BRCA1 e BRCA2, aumenta o risco em até 80%. O tabagismo, alcoolismo e sendentarismo aumentam os níveis de estrogênio, e a obesidade faz com as enzimas de colesterol também se transformem em estrogênio, este, que é um estimulante para as células mamárias, onde em certos casos, podem se multiplicar desordenadamente, levando ao câncer”, explicam Dra. Daniele e Dr. Floss reforçando a importância na prevenção e a prática de hábitos de vida saudáveis.

Dúvidas Frequentes
-Uso do aco e câncer de mama: controverso. Maior predisposição: mulheres que usaram ACO de dosagens elevadas de estrogênio, por tempo prolongado e com início muito precoce.

-Uso da THR e câncer de mama: avaliar risco-benefício. O uso deve ser estimulado em mulheres sem histórico pessoal ou familiar de câncer de mama e com sintomatologia importante (distúrbios de comportamento, depressão, osteoporose...). Sempre usar a mínima dose e pelo menor tempo.

-Implante de silicone e câncer de mama: não há nenhuma relação dos implantes com câncer de mama.

-Carne vermelha e câncer de mama: existe forte relação, devido a fatores como:
- presença de produtos químicos;
- uso do hormônio de crescimento injetado no gado;
- a carne é fonte de ferro que compõe a hemoglobina, que acelera o crescimento de tumores causados pelo estrogênio.